6 de julho de 2026

Trump levou acusações sem provas contra Raphael Claus à FIFA, revela NYT

Trump levou acusações sem provas contra Raphael Claus à FIFA, revela NYT

Trump levou acusações contra Raphael Claus à FIFA, mesmo sem que existissem provas contra o árbitro brasileiro, segundo reportagem publicada pelo The New York Times. As alegações teriam chegado à Casa Branca durante a tentativa do governo norte-americano de reverter a suspensão do atacante Folarin Balogun na Copa do Mundo de 2026.

De acordo com o jornal americano, Scott Goodwin, gestor de fundos e um dos principais financiadores da Federação de Futebol dos Estados Unidos (U.S. Soccer), apresentou a integrantes do governo acusações públicas de que Raphael Claus teria participado de esquemas de manipulação de resultados por meio da aplicação irregular de cartões vermelhos em competições disputadas no Brasil.

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Apesar disso, o The New York Times destaca que tanto as autoridades brasileiras quanto a FIFA não encontraram qualquer evidência que sustentasse as acusações contra o árbitro.

Segundo a reportagem, Donald Trump mencionou essas alegações durante uma conversa telefônica com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, realizada após a expulsão de Balogun na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina.

Casa Branca tentou reverter punição

Ainda conforme o jornal, integrantes da Casa Branca mobilizaram advogados para buscar alternativas jurídicas que permitissem recorrer da suspensão do atacante americano, mesmo com o regulamento da FIFA não prevendo recurso para esse tipo de cartão vermelho.

O grupo teria elaborado um memorando analisando possíveis brechas no Código Disciplinar da entidade e chegou a cogitar um recurso à Corte Arbitral do Esporte (CAS).

FIFA anulou efeitos da suspensão

Posteriormente, a FIFA decidiu suspender os efeitos da punição aplicada a Balogun com base no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite, em situações específicas, a suspensão da execução de determinadas sanções durante um período probatório.

A decisão provocou reações de diferentes entidades esportivas. A Bélgica contestou a medida, mas teve o recurso rejeitado. Mais cedo, representantes da UEFA e da União Europeia também criticaram a decisão da entidade máxima do futebol.

Infantino confirma conversa com Trump

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (6), Gianni Infantino confirmou que conversou com Donald Trump sobre o caso envolvendo Balogun.

Segundo o dirigente, explicou ao presidente americano que a situação seria analisada pelos órgãos judiciais independentes da FIFA.

“A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada”, afirmou Infantino.

O presidente da FIFA acrescentou que costuma respeitar as decisões tomadas pelo Comitê Disciplinar da entidade, mesmo quando discorda delas.