24 de junho de 2026

Governo insiste em proposta para criminalizar Fake News após derrota no congresso

Governo insiste em proposta para criminalizar Fake News após derrota no congresso
Plenário da Câmara aprova, em votação simbólica, suspensão de decreto sobre sigilo de documentos.

 

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A base do governo no Congresso Nacional está planejando apresentar uma nova proposta para a criminalização das fake news, mesmo após enfrentar uma derrota na votação sobre o assunto na última sessão parlamentar, realizada na terça-feira (28).

Durante a votação, a maioria dos deputados e senadores optou por manter o veto do governo Jair Bolsonaro a um trecho da Lei de Segurança Nacional que propunha criminalizar, com até cinco anos de prisão, a divulgação de notícias falsas durante as eleições.

A decisão de manter o veto foi celebrada pela oposição, que argumentava que a medida poderia representar um “cerceamento à liberdade de expressão”.

Apesar da divergência no Congresso, o governo continua a favor de uma proposta que criminalize as fake news e tem enfatizado a necessidade de regras mais rígidas para combater a disseminação de informações falsas, especialmente durante os períodos eleitorais.

A discussão sobre a criminalização da divulgação de notícias falsas é antiga no Congresso e está relacionada a um projeto de lei apelidado de “PL das fake news”, que visa regulamentar as redes sociais no Brasil. O projeto foi aprovado no Senado em 2020, mas enfrentou obstáculos na Câmara dos Deputados devido à falta de consenso em torno do relatório do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já descartou a votação do projeto em plenário devido a essas divergências.

Após a sessão que resultou na derrota do governo, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), reconheceu a falta de consenso para a criminalização das fake news, mas prometeu apresentar um novo projeto de lei sobre o tema. “Vou persistir porque o combate às fake news é um desafio da nossa geração”, afirmou o líder.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também se manifestou sobre o assunto, defendendo o combate à desinformação. Ele criticou a decisão de Lira de não colocar o PL das fake news em votação e sugeriu que uma nova legislação é necessária para estabelecer limites éticos e responsabilidades no manejo das informações.

Por enquanto, Lira comprometeu-se apenas a criar um grupo de trabalho para discutir um novo texto para a proposta, com a expectativa de apresentar uma nova proposta em cerca de 30 a 40 dias. No entanto, devido às divergências e ao prazo limitado, é improvável que a nova proposta seja aprovada a tempo das eleições municipais marcadas para outubro deste ano.

A discussão sobre a criminalização das fake news continua sendo um tema importante no cenário político brasileiro, destacando a necessidade de encontrar soluções eficazes para lidar com a desinformação e proteger a integridade do processo democrático.