17 de julho de 2026

MPAC aciona Estado do Acre na Justiça para implementação urgente de ações contra queimadas

MPAC aciona Estado do Acre na Justiça para implementação urgente de ações contra queimadas

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) ajuizou, nesta sexta-feira, 20 de setembro, uma ação civil pública exigindo que o Estado tome medidas urgentes e abrangentes no combate aos incêndios florestais, que têm elevado os níveis de poluição atmosférica acima dos limites permitidos pela Resolução 506/2024 do Conselho Nacional do Meio Ambiente. A ação será distribuída para uma das Varas da Fazenda Pública na próxima segunda-feira.

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A ação propõe uma série de medidas voltadas à alocação de recursos humanos, financeiros e logísticos para combater os incêndios e impedir o desmatamento ilegal. Além de requerer decisões em caráter de urgência, o MPAC também solicita a implementação de políticas permanentes de prevenção e controle de queimadas.

O documento foi assinado pelo procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro do Nascimento, e mais 30 membros da instituição, que atuam na defesa do meio ambiente e outras áreas afetadas pela crise ambiental no estado, agravada pelos incêndios. As queimadas têm causado danos à população, ao meio ambiente e à fauna local.

A ação inclui uma multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento das medidas especificadas.

Principais medidas solicitadas pelo MPAC na ação civil pública:

  • Deflagração de uma força-tarefa em até 5 dias para combater os incêndios.
  • Proibição imediata do uso de fogo na agricultura até o fim da ação, com a suspensão da Portaria IMAC n.º 123/2024.
  • Convocação dos aprovados no concurso do Corpo de Bombeiros.
  • Designação de Policiais Militares para pelotões ambientais, com foco na região Tarauacá-Envira.
  • Equipamento e capacitação imediata das equipes de combate a incêndios.
  • Locação emergencial de maquinário para combater os incêndios.
  • Mutirão da Polícia Civil para investigar as causas dos incêndios e o desmatamento ilegal.
  • Formação de uma brigada de incêndio permanente.
  • Suspensão de benefícios fiscais e emissões de Guias de Transporte Animal (GTA) em propriedades com desmatamento ilegal.
  • Embargo imediato de imóveis com desmatamento ilegal e bloqueio de seus Cadastros Ambientais.
  • Investigação administrativa e abstenção de regularização fundiária em áreas com desmatamento ilegal.
  • Notificação de frigoríficos para que não comercializem animais de áreas embargadas.
  • Ampliação do monitoramento da qualidade do ar e transparência nos dados sobre queimadas.
  • Realização de concurso público no IMAC e criação da Delegacia Especializada em Crimes Ambientais.
  • Inclusão de uma dotação orçamentária maior para o meio ambiente na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025.