12 de julho de 2026

Família traz corpo de jovem assassinada em Cuiabá para velório em Rio Branco

Família traz corpo de jovem assassinada em Cuiabá para velório em Rio Branco
Juliana Valdivino da Silva, de 18 anos, morreu em Cuiabá — Foto: Reprodução
Juliana Valdivino da Silva, de 18 anos, morreu em Cuiabá — Foto: Reprodução

A família da jovem acreana Juliana Valdivino da Silva, de 18 anos, assassinada pelo ex-namorado em Cuiabá, Mato Grosso, conseguiu trazer o corpo dela para Rio Branco, capital do Acre, onde será realizado o velório e enterro. O corpo chegou em um voo comercial na noite de quinta-feira (26), e Juliana está sendo velada na capela do Cemitério São João Batista, com o enterro marcado para as 16h desta sexta-feira (27).

Após a trágica morte de Juliana, a família iniciou uma campanha para arrecadar fundos e custear o transporte do corpo até Rio Branco, onde vivem seus parentes. Rosicléia, a mãe da jovem, desabafou sobre a dor da perda: “Graças a Deus conseguimos trazer o corpo. É um momento muito difícil para todos nós.”

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Rosicléia contou que, ao saber que a filha estava sendo perseguida pelo ex-namorado, havia planejado buscá-la no fim de semana. “Eu disse para ela: ‘Filha, esse fim de semana vou te buscar’. Ela me contou que ele a estava incomodando e que iria pegar uma medida protetiva. Era segunda-feira, dia 9, e eu a aconselhei a ir à delegacia para garantir a medida, enquanto eu comprava as passagens para trazê-la de volta”, relatou.

No dia 9 de setembro, Djavanderson de Oliveira Araújo, de 20 anos, comprou álcool em um posto de combustível e atraiu Juliana para sua casa, no bairro Jardim Ipê. Lá, ele jogou o líquido inflamável sobre ela e ateou fogo, também se ferindo no processo. Juliana sofreu queimaduras em 90% do corpo e foi internada no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde ficou desde o dia 10 de setembro. Ela não resistiu aos ferimentos e faleceu na quarta-feira (25).

Djavanderson, que teve 50% do corpo queimado, segue internado, e o mandado de prisão contra ele foi cumprido no hospital em 16 de setembro. A Polícia Civil agora trata o caso como feminicídio consumado. O delegado Gabriel Conrado Souza informou que o crime foi premeditado, já que o suspeito não aceitava o término do relacionamento.

Juliana e Djavanderson se conheceram enquanto estudavam juntos em Porto Acre (AC). Anos depois, Rosicléia enviou a filha para morar com uma irmã mais velha em Cuiabá, na tentativa de afastá-la do relacionamento. Porém, oito meses depois, Djavanderson também se mudou para Mato Grosso, sem que a família soubesse que ele havia ido para Paranatinga.