2 fevereiro 2026

Ligue 180 registra 1.801 denúncias de violência contra a mulher no Acre em 2024, diz governo federal

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Em 2024, o estado do Acre registrou 1.801 ligações ao canal de denúncias Ligue 180, segundo dados divulgados pelo Ministério das Mulheres nesta quinta-feira (6). O número é um aumento significativo de 33,6% em relação a 2023, quando foram registradas 1.348 chamadas. Das denúncias feitas no estado, 384 foram relacionadas à violência contra a mulher, sendo 228 feitas pelas próprias vítimas e 154 por terceiros.

O serviço gratuito, criado em 2005, oferece apoio às mulheres vítimas de diversos tipos de violência, incluindo doméstica, sexual, patrimonial, psicológica e moral. O Ligue 180 também direciona as denúncias para os órgãos responsáveis pela investigação e combate a esses crimes. O atendimento é realizado 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados.

Em relação ao cenário das denúncias no Acre, 157 casos de violência ocorreram dentro das residências das vítimas, enquanto 119 envolviam mulheres que residiam com seus agressores. A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, destacou que o aumento no número de atendimentos reflete a crescente confiança no canal. Ela também ressaltou os investimentos na capacitação das profissionais que atendem as vítimas, além das campanhas para ampliar a divulgação do serviço, incluindo pelo WhatsApp.

Cenário Nacional

Em todo o Brasil, o Ligue 180 registrou 691.444 ligações em 2024, um aumento de 21,6% em comparação a 2023. As denúncias também indicam que o ambiente doméstico e familiar continua sendo o principal local onde a violência ocorre, com 53.019 casos ocorrendo na casa da vítima e 43.097 no local onde residem tanto a vítima quanto o agressor.

Entre os tipos de violência mais registrados no país, a violência psicológica foi a mais comum, com 101.007 ocorrências, seguida pela violência física (78.651), patrimonial (19.095), sexual (10.203) e moral (9.180).

Em relação à etnia das vítimas, as mulheres negras lideraram o número de denúncias com 53.431 casos, seguidas pelas mulheres brancas (48.747). O canal também registrou atendimentos para mulheres indígenas (620) e amarelas (779).

Os dados revelam um cenário preocupante, mas também indicam que a maior conscientização e os esforços em ampliar o atendimento estão permitindo que mais mulheres busquem ajuda e orientação.

Com informações do G1 Acre.

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