24 de junho de 2026

Veja como funcionará atendimento do SUS na rede privada

Veja como funcionará atendimento do SUS na rede privada
Veja como funcionará atendimento do SUS na rede privada

Conforme anunciado pelo governo federal nessa terça-feira (24/6), os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) passarão a ser atendidos em hospitais privados e filantrópicos a partir de agosto. Com a medida, hospitais privados e filantrópicos vão oferecer serviços em seis áreas prioritárias para o SUS: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

O projeto faz parte do programa Agora Tem Especialistas e tem como objetivo reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias especializadas, por meio do uso da estrutura disponível na rede privada.

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Como funcionará o atendimento

  • Os hospitais privados e filantrópicos vão aderir a essa medida junto ao Ministério da Fazenda. Por sua vez, o Ministério da Saúde vai avaliar a adequação da oferta apresentada para as necessidades de saúde, considerando o perfil da dívida com a União.
  • Haverá um credenciamento para que os estados e municípios possam conectar essa oferta à sua regulação assistencial, com base em análise das filas e das necessidades regionais
  • A rede privada participará do SUS de forma complementar, atendendo pacientes que necessitam de serviços não disponíveis ou insuficientes na rede pública.
  • O atendimento aos pacientes do SUS na rede privada será gratuito, mantendo a característica de gratuidade do sistema público de saúde.

O atendimento ocorrerá de forma complementar, através de contratos ou convênios entre o SUS e instituições privadas, especialmente as filantrópicas e sem fins lucrativos, onde o atendimento aos pacientes será gratuito.

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De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entre as medidas de implementação está a criação de um painel nacional que irá monitorar os tempo de espera por consultas, exames e cirurgias especializadas de cada paciente.

“Às vezes o governo do estado não sabe qual é a fila da cidade. E você não consegue, por conta disso, organizar e otimizar, da melhor forma possível, a oferta que está potencializada ali. Com o Agora Tem Especialistas, a gente cria um mecanismo que obriga os municípios, estados, a própria União, os hospitais filantrópicos, os hospitais privados que participam do programa, a subir essa informação para a Rede Nacional de Dados de Saúde, e tem um painel nosso de monitoramento”, explicou Padilha.

O Agora Tem Especialistas também prevê a criação de uma rede de diagnóstico de câncer e, para chegar às regiões mais distantes, a expansão da telessaúde e uso de carretas especializadas.