17 de julho de 2026

Prefeitura de Sena Madureira notifica Caixa por falhas na fiscalização de obras durante gestão anterior

Prefeitura de Sena Madureira notifica Caixa por falhas na fiscalização de obras durante gestão anterior

A Prefeitura de Sena Madureira emitiu nesta sexta-feira uma notificação formal à Caixa Econômica Federal, solicitando esclarecimentos sobre supostas falhas na fiscalização de obras de pavimentação executadas durante a gestão do ex-prefeito Mazinho Serafim (Podemos).

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De acordo com a apuração da Secretaria Municipal de Obras — embasada em relatório técnico do engenheiro Richardson Gabriel da Silva Araújo —, foram identificados convênios que totalizam mais de R$ 2 milhões. Entre as irregularidades, estão:

  • Pagamentos sem comprovação técnica

  • Interrupções injustificadas das obras

  • Execução em locais distintos dos constados no projeto original

  • Ausência de documentação essencial e fotos de medição

Em várias etapas, as liberações foram realizadas mesmo sem comprovação da execução, conforme registros fotográficos que não revelam qualquer sinal de obra nos locais previstos.

A gestão atual argumenta que, na qualidade de agente financeiro e órgão fiscalizador dos contratos, a Caixa deveria conferir a conformidade técnica antes de liberar recursos — o que, segundo o município, não ocorreu.

Com isso, a Prefeitura concedeu um prazo de sete dias para que a Caixa se manifeste formalmente. Caso não haja resposta adequada, medidas administrativas, cíveis e criminais poderão ser adotadas.

A SOLVIS Engenharia Ltda., responsável pela execução das obras, foi igualmente notificada por abandono contratual e por não comprovar serviços que somam mais de R$ 800 mil em repasses.

Essa notificação também prevê um prazo de sete dias para justificativas e regularização — com possibilidade de sanções caso não haja retorno formal .

Denúncias similares já haviam sido relatadas pela nova gestão, que apontou a existência de “obras fantasmas”, pagamentos por serviços nunca realizados e a falta de documentação básica — como apólices de seguro, cronogramas e relatórios fotográficos — nos contratos firmados entre 2021 e 2023.

Além disso, questionamentos foram levantados sobre quem, dentro da Prefeitura na época, teria executado a medição e autorizado os pagamentos sem respaldo técnico sólido.

A Prefeitura aguarda manifestações da Caixa Econômica Federal e da SOLVIS. Paralelamente, supõe-se que o caso possa ser levado a órgãos de controle, como Ministério Público, Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU), em busca de apuração e eventual responsabilização. A administração municipal destaca que seu objetivo principal é garantir transparência e proteção dos recursos públicos, evitando desvios e prejuízos à população.