8 de julho de 2026

Helicóptero pousa na Avenida Brasil para transporte urgente de órgãos no Rio

Helicóptero pousa na Avenida Brasil para transporte urgente de órgãos no Rio
Helicóptero pousa na Avenida Brasil para transporte urgente de órgãos no Rio

Na manhã desta sexta-feira (18/7), o tráfego da movimentada Avenida Brasil foi interrompido, próximo ao bairro Jardim América, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para o pouso urgente de um helicóptero da Secretaria Estadual de Saúde, que transportava órgãos destinados a transplantes.

A decisão de usar transporte aéreo foi motivada pelo congestionamento intenso que dificultava o deslocamento terrestre entre o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, onde foram coletados um fígado e dois rins, e o Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Avenida Brasil é interditada para pouso de helicópteroFoto: Reprodução/ TV Globo Helicóptero pousa na Avenida Brasil para retirar órgãosFoto: Reprodução/TV Globo

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A equipe médica enfrentava uma corrida contra o tempo para entregar o fígado, já que o órgão tem até seis horas para ser transplantado no paciente receptor.

De acordo com informações do cirurgião do Programa Estadual de Transplante, os órgãos doados pertenciam a uma mulher de 49 anos e beneficiará 3 pessoas. A cirurgia de retirada começou ainda de madrugada, por volta das 3h50 e terminou às 6h.

A urgência no transporte é fator decisivo em casos como esse, pois a rapidez no transporte desses órgãos é crucial para o sucesso de procedimentos de transplante.

O transporte aéreo foi ágil, durou menos de 10 minutos. A aeronave pousou na Avenida Brasil às 7h15 e chegou ao heliponto da Lagoa às 7h24. De lá, os órgão foram levados em uma ambulância, escoltada por batedores, até o Hospital São Lucas, onde chegou às 7h37.

O percurso por terra, que cobre 32 quilômetros, teria levado muito mais tempo. De acordo com um aplicativo de navegação, naquele horário a ambulância levaria 1h11 para chegar ao hospital.

O número de transplantes realizados no Brasil bateu recorde em 2024, ultrapassando o número de 30 mil transplantes, maior número da história. A maioria dos procedimentos foi financiada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), cerca de 85% , que destinou R$ 1,47 bilhão à área no ano passado, valor 28% superior ao de 2022.