9 de julho de 2026

Nikolas Ferreira vira réu em ação que pode resultar em sua inelegibilidade

Nikolas Ferreira vira réu em ação que pode resultar em sua inelegibilidade
Nikolas Ferreira vira réu em ação que pode resultar em sua inelegibilidade

A Justiça Eleitoral mineira abriu processo contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG) e outros três políticos do mesmo partido após acolher uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE-MG). A ação, formalizada nesta sexta-feira (25/7), acusa o grupo de promover uma campanha de desinformação contra o então prefeito e candidato à reeleição, Fuad Noman (PSD), durante o segundo turno das eleições municipais de 2024.

Além de Nikolas, também se tornaram réus o deputado estadual Bruno Engler (PL/MG); a deputada estadual Delegada Sheila (PL/MG), presidente do PL Mulher em Minas; e Cláudia Araújo Romualdo, 1ª secretária do PL Mulher em Minas. Caso sejam condenados, eles poderão perder os mandatos e ficar inelegíveis por oito anos, além de pagar indenizações.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Nikolas Ferreira após saber do acolhimento da denúncia nesta sexta-feira (25/7)Reprodução: X/@nikolas_dm Nikolas FerreiraReprodução: Câmara dos Deputados Deputado estadual Nikolas Ferreira (PL/MG)Divulgação: Câmara dos Deputados Nikolas Ferreira ao vivo na LeoDias TVReprodução: LeoDias TV Bruno Engler, deputado estadual (PL/MG)Foto: Luiz Santana/ALMG

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Segundo o MPE, os denunciados usaram trechos do livro “Cobiça”, escrito por Fuad Noman, de forma distorcida para insinuar que a obra fazia apologia a crimes envolvendo crianças. Os vídeos e postagens criaram uma falsa associação entre uma cena fictícia do livro e eventos reais promovidos pela prefeitura, como um festival de quadrinhos.

A Procuradoria classificou a conduta como difamatória e ressaltou que Nikolas Ferreira chegou a desobedecer uma ordem judicial, emitida em outubro de 2024, que determinava a remoção do conteúdo. Em vez de cumprir, o parlamentar voltou a publicar novas acusações e ironizou a decisão da Justiça Eleitoral.

Após a denúncia, que veio à público no dia 8 de julho, Nikolas comentou o assunto no X, afirmando que está sendo perseguido: “Estão querendo me deixar inelegível porque denunciei um livro pornográfico do antigo prefeito de Belo Horizonte. Uai, não posso falar e denunciar mais não? É muita coincidência que só parlamentares de direita são perseguidos neste país”, disse ele.

Com a decisão da Justiça Eleitoral mais recente, Nikolas também comentou em seu perfil no X: “Querem calar milhões… mas estamos aqui e de pé”. O portal LeoDias procurou o posicionamento oficial na noite desta sexta-feira (25/7), mas ainda não recebeu retorno. As assessorias de Bruno Engler, Delegada Sheila e Cláudia Araújo também foram procuradas. O espaço está aberto para esclarecimentos.

A decisão do juiz Marcos Antônio da Silva, da 29ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, dá aos acusados um prazo de 10 dias para apresentarem defesa. Se a sentença for condenatória, os parlamentares não só perderão os cargos, como ficarão impedidos de disputar qualquer eleição pelos próximos oito anos.