21 janeiro 2026

Trump eleva tom contra o Brasil, mas diz: “Lula pode me ligar quando quiser”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar sobre o Brasil nesta sexta-feira (1º/08), mas o tom foi ambíguo: enquanto endureceu o discurso sobre tarifas de importação, deixou aberta a porta para o diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Ele pode falar comigo quando quiser”, afirmou, ao ser questionado por uma repórter brasileira sobre a disposição para conversas entre os dois chefes de Estado.

A fala acontece poucos dias após Trump assinar uma ordem executiva que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA. A medida, que entra em vigor no próximo dia 6 de agosto, representa um novo capítulo na escalada de tensões entre os dois países.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Donald TrumpReprodução: YouTube Bolsonaro e Donald TrumpReprodução: X Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Reprodução: © Marcelo Camargo/Agência Brasil Donald Trump na Casa BrancaReprodução poder360.com.br Donald TrumpReprodução: YouTube

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Apesar da abertura para o diálogo direto, Trump foi enfático ao criticar as ações recentes do governo brasileiro. “As pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada”, disse, sem detalhar a que exatamente se referia.

O Planalto já vinha tentando uma aproximação com a Casa Branca. Segundo fontes do governo, Lula estaria disposto a telefonar para Trump, desde que fosse atendido diretamente pelo republicano. Ainda assim, o presidente brasileiro revelou ao jornal The New York Times que não houve avanço nas tentativas diplomáticas: “Até agora, não foi possível conversar. Ninguém quer falar conosco”, declarou.

De acordo com o governo americano, a nova tarifa é uma reação a práticas adotadas pelo Brasil que estariam afetando empresas dos EUA e violando princípios como liberdade de expressão e concorrência leal. As acusações miram diretamente o Judiciário brasileiro, especialmente decisões que, segundo Washington, forçaram empresas de tecnologia a fornecer dados de usuários, alterar regras de moderação e restringir discursos políticos.

Na mesma quarta-feira em que assinou o tarifaço, Trump também sancionou o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky,  legislação usada para penalizar autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos. Moraes teve todos os seus eventuais bens nos EUA congelados e está proibido de manter relações comerciais com cidadãos ou empresas americanas, incluindo uso de cartões de bandeiras internacionais.

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