6 fevereiro 2026

Pais de adolescentes que participam de vídeos de Hytalo Santos também são investigados, diz MP

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Hytalo Santos é influenciador e Ministério Público (MPPB) investiga denúncia anterior a fala de Felca contra ele — Foto: Instagram

O influenciador paraibano Hytalo Santos está sob investigação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) por suposta exploração de menores de idade em seus vídeos. Segundo o promotor João Arlindo Côrrea, o MP investiga um possível esquema em que Hytalo oferecia benefícios, como celulares e pagamento de aluguel e mensalidades escolares, para as famílias dos menores em troca da emancipação dos adolescentes.

O promotor explicou ao site g1 que a investigação busca entender se existe uma relação entre esses “presentes” e o fato de os adolescentes terem conseguido a emancipação para participar dos vídeos. Ele ressaltou que a apuração é complexa, principalmente porque os pais dos jovens deram a anuência para a participação.

Desde a última sexta-feira (8), a conta de Hytalo no Instagram foi retirada do ar após denúncias feitas pelo humorista Felca, que apontou a suposta exploração em um vídeo. As investigações do MPPB começaram no final de 2024, após denúncias anônimas. O relatório final da investigação deve ser concluído na próxima semana.

Pais dos menores também são investigados

Além de Hytalo Santos, os pais dos adolescentes que aparecem nos vídeos também estão sendo investigados. O MP suspeita que os responsáveis podem ter se omitido na proteção dos filhos, o que, se comprovado, pode configurar responsabilidade pela exposição indevida e pelos danos causados aos menores.

Um inquérito paralelo, conduzido por outra promotoria em Bayeux, também investiga a exposição de menores dentro do território do município.

MP, MPT e Polícia Civil pedem suspensão de rifas do influenciador

Em outro desdobramento, o MPPB, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Civil solicitaram à Loteria do Estado da Paraíba (Lotep) a suspensão imediata da empresa de rifas e sorteios de Hytalo Santos. O pedido foi motivado pelo uso irregular de imagens de menores de idade para promover a empresa.

O documento aponta indícios de diversas irregularidades, incluindo:

  • Uso de imagem de adolescentes em contexto de “adultização” e conotação sexual para fins lucrativos.
  • Exploração de trabalho infantil.
  • Riscos psicológicos e de aliciamento decorrentes da superexposição digital.
  • Violação de direitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Constituição.
  • Falta de mecanismos para impedir o acesso de menores a jogos de apostas.

O pedido à Lotep pede a suspensão da licença da empresa de rifas de Hytalo em até 48 horas, mantendo-a até que as irregularidades sejam sanadas ou por decisão judicial.

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