9 de julho de 2026

CCJ da Câmara aprova aumento de pena para crimes de aliciamento de menores pela internet

CCJ da Câmara aprova aumento de pena para crimes de aliciamento de menores pela internet
CCJ da Câmara aprova aumento de pena para crimes de aliciamento de menores pela internet

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (13/8), um Projeto de Lei (PL)  que endurece as punições para crimes de aliciamento de crianças e adolescentes cometidos online.

A proposta estabelece pena de um a três anos de prisão para quem facilitar o acesso de menores a conteúdos pornográficos ou assediá-los com o objetivo de induzir exibição sexualmente explícita. Caso o delito seja cometido por meio de aplicativos de comunicação via internet, a punição será aumentada em um terço.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Câmara dos DeputadosFoto: Câmara dos Deputados Congresso Nacional visto à noiteFoto: Senado Federal Hugo Motta Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados Felca vence processor judiciais contra redes sociais e entra com ação contra mais de 200 perfisFoto: Reprodução/Felca Felca e Hytalo SantosReprodução: Redes Sociais FelcaReprodução: Instagram/@felca0

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A deputada Shéridan (PSDB-RR), autora do projeto, destaca que o objetivo é atualizar a legislação diante da crescente ocorrência de crimes virtuais contra menores, muitas vezes praticados por meio de dispositivos digitais.

A tramitação do projeto ganhou força após a repercussão de um vídeo do influenciador Felipe Bressani Pereira, conhecido como Felca, envolvendo denúncias de exploração de menores nas redes sociais.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia sinalizado a votação de diversas propostas sobre o tema nesta semana, mas decidiu ampliar as discussões para garantir maior participação de parlamentares e da sociedade civil. Na terça-feira (12/8), ele anunciou a criação de um grupo de trabalho para analisar medidas de proteção a menores na internet e convocou um debate no Plenário com especialistas.

“Proteger a infância não é um favor, é um dever. Se nós, como sociedade, não formos capazes de garantir que cada criança viva cada fase da vida com dignidade e respeito, para que serve o Congresso Nacional? Para mim, pai de duas crianças, essa pauta não pode esperar. Uma infância perdida não se recupera”, declarou Motta nas redes sociais.

O texto segue agora para apreciação no Plenário da Câmara. Se aprovado, o projeto será enviado ao Senado e, posteriormente, para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).