O presidente da Argentina, Javier Milei, foi retirado às pressas de um evento público nesta quarta-feira (27/8) em Lomas de Zamora, região metropolitana de Buenos Aires, após manifestantes lançarem pedras e garrafas contra seu carro. Em seu perfil no X, Milei comentou o incidente, publicando uma foto na residência oficial Quinta de Olivos e afirmando que “os kukas atiraram pedras por falta de ideias, voltaram a recorrer à violência”. “Kukas” se refere aos militantes do movimento político associado aos ex-presidentes Néstor Kirchner e Cristina Kirchner. O termo pejorativo é usado por Milei em discursos.
A secretária-geral da Presidência, Karina Milei, irmã do presidente e que posou para a foto compartilhada por ele, estava presente no veículo durante o ataque. A situação ocorreu durante uma carreata organizada pelo partido governista La Libertad Avanza, em preparação para as eleições legislativas de 7 de setembro.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Milei é retirado às pressas de evento após ataque com pedras à caravanaReprodução: Todo Noticias Milei é retirado às pressas de evento após ataque com pedras à caravanaReprodução: Todo Noticias Presidente da Argentina, Javier MileiReprodução: Instagram/Javier Milei Javier MileiReprodução: Internet Javier MileiReprodução: Internet
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Além de mencionar o ataque, Milei ainda fez um apelo aos seguidores: “Nos dias 7/9 e 26/10, digamos nas urnas: KIRCHNERISMO NUNCA MAIS”, escreveu.
Testemunhas relataram à afiliada argentina TN que Milei e toda a comitiva precisaram deixar a Praça Lomas de Zamora rapidamente, sem feridos. O porta-voz do governo, Manuel Adorni, acusou militantes do kirchnerismo de liderarem o ataque e classificou o episódio como “violência típica da velha política”.
Membros do governo reforçaram as críticas à oposição. A ministra de Segurança Nacional, Patrícia Bullrich, declarou que o kirchnerismo tentou colocar em risco as pessoas presentes e classificou a ação como “semeadura de caos”. O líder do partido La Libertad Avanza, Sebastián Pareja, afirmou que os ataques não irão impedir Milei e Karina de continuarem com sua agenda política.
O incidente acontece em um momento delicado para o governo. Nos últimos dias, áudios atribuídos a Diego Spagnuolo, ex-chefe da Agência Nacional para a Deficiência e aliado de Milei, sugeriram suspeitas de propinas envolvendo a devolução de verbas a pessoas com deficiência, com menção direta à irmã do presidente. Além disso, o governo enfrenta desgaste por casos como o da criptomoeda $Libra e denúncias sobre entrada de empresários com bagagens não fiscalizadas.






