9 de julho de 2026

Justiça condena mãe que dopava filho de 2 anos com insulina para simular doença

Justiça condena mãe que dopava filho de 2 anos com insulina para simular doença
Justiça condena mãe que dopava filho de 2 anos com insulina para simular doença

Alexandra Marie Frost, de 27 anos, foi condenada a 10 anos de prisão, na última sexta-feira (29/8), em Iowa, nos Estados Unidos, por injetar insulina em seu filho de apenas 2 anos, que não precisava do medicamento, para que ele parecesse doente. Segundo a revista People, a mulher se declarou culpada, em junho, por colocar a criança em perigo, resultando em lesão corporal e administração de substâncias nocivas, informação confirmada pelo Gabinete do Procurador do Condado de Johnson.

O caso veio à tona em março de 2023, quando Alexandra levou o menino ao Hospital Infantil Stead Family, da Universidade de Iowa. Ele apresentava “baixos níveis de açúcar no sangue que exigiam intervenção médica, incluindo a administração de glicose, e os resultados dos exames laboratoriais indicavam que seus níveis de insulina estavam muito altos”.

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Segundo a reportagem, os médicos não conseguiam identificar a causa do quadro e levantaram a suspeita de Síndrome de Munchausen “por procuração”, transtorno psicológico no qual alguém finge intencionalmente sintomas de doença, lesão ou condição médica para atrair atenção, simpatia e cuidado. No caso, a responsável pelo quadro era a mãe, e o acompanhamento médico mostrava oscilações nos níveis de insulina da criança.

Em 13 de março de 2023, a equipe do hospital instalou uma câmera no quarto da criança e, no dia seguinte, as imagens flagraram Alexandra segurando uma seringa e injetando uma substância no pé do filho. “Após injetar o pé (do filho), Alexandra Frost caminha até onde o recipiente para seringas. Antes das injeções, (a vítima) parecia calma e, quando Frost injetou o pé, (a vítima) ficou agitada e gritou, o que demonstrava dor”, diz o processo.

A equipe médica explicou aos investigadores que a injeção de insulina “reduz os níveis de glicose de uma pessoa, o que pode causar sérios problemas de saúde, incluindo a morte”. Alexandra era a única pessoa presente com a criança regularmente no hospital. Depois que o menino foi retirado da guarda da mãe, sua saúde se estabilizou.

A defesa pediu suspensão da pena e regime condicional, mas o juiz condenou Alexandra a dez anos de reclusão.