21 janeiro 2026

Trump não teme usar poder econômico e militar para “defender” liberdade de expressão

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A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou na tarde desta terça-feira (9/9) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não tem medo de usar o poder econômico e militar” para garantir a liberdade de expressão em todo o mundo. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Washington, após questionamento de jornalistas sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus no Supremo Tribunal Federal (STF).

Leavitt ressaltou que o governo americano considera a liberdade de expressão uma prioridade central e que, por isso, medidas significativas já foram adotadas em relação ao Brasil, incluindo sanções e tarifas. Segundo ela, tais ações têm o objetivo de assegurar que cidadãos em qualquer país não sejam prejudicados por restrições à liberdade de expressão.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Donald Trump em entrevista à imprensa na Casa Branca nesta sexta-feira (5/9)Reprodução: YouTube/The White House Porta-voz da Casa Branca, Karoline LeavittReprodução: YouTube/White House Presidente dos EUA Donald Trump assinou oficialmente a taxação de 50% sobre os produtos brasileirosReprodução: Internet Alexandre de Moraes vota pela condenação dos réus, incluindo o ex-presidente da República, Jair BolsonaroReprodução: YouTube/TV Justiça Ministro do STF, Flávio Dino, durante voto para julgar condenação de Bolsonaro e outros sete réus nos atos golpistasReprodução: YouTube/TV Justiça

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“Não tenho hoje nenhuma ação adicional para antecipar a vocês, mas posso afirmar que essa é uma prioridade para o governo, e o presidente não tem medo de usar o poder econômico e militar dos Estados Unidos da América para proteger a liberdade de expressão em todo o mundo”, afirmou a porta-voz.

Trump, em pronunciamento anterior, já havia criticado o governo brasileiro, afirmando que o país se tornou “muito de esquerda” e que isso estaria prejudicando a população. Apesar das críticas, ele reforçou apoio a Bolsonaro, caracterizando o processo contra o ex-presidente como uma “execução política” em entrevistas à imprensa americana.

O julgamento de Bolsonaro no STF entrou nesta terça-feira na segunda semana, com análise do pedido de condenação pelo relator Alexandre de Moraes e pelo ministro Flávio Dino. O ex-presidente é acusado de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de direito, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Outros sete réus incluem ex-ministros militares e aliados políticos, todos ligados ao chamado “núcleo central” da trama golpista, que negam as acusações.

O mercado reagiu de forma discreta às declarações da Casa Branca: o dólar à vista subiu 0,33%, cotado a R$ 5,43, refletindo a cautela dos investidores diante da possibilidade de novas sanções caso haja condenações no processo.

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