Em entrevista para a repórter Monique Arruda, do portal LeoDias, no lançamento de sua autobiografia, “Por Favor, Me Dê Mais 15 Minutos”, o ator Luciano Szafir explicou como a fé foi fundamental durante sua batalha contra a COVID-19. O famoso refletiu sobre a sua jornada de superação e como o trauma transformou sua perspectiva de vida, levando-o a buscar um novo propósito.
Questionado se sua experiência o aproximou de Deus, o ator foi direto e emocionante. “Ah, não tem como não, né? Eu sempre tive fé, mas no hospital, ou eu estava apagado por causa da dor, ou estava falando com a minha família, ou eu estava rezando. Na hora que você vê que a coisa está complicada, você não vai pedir para o médico te salvar. Você fala: ‘Caramba, é aqui, é aqui’”, começou dizendo.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Luciano SzafirReprodução Instagram
@szafiroficial Luciano Szafir abre o coração sobre vontade de ser avô Luciano Szafir abre o coração sobre vontade de ser avôLeoDias TV Luciano SzafirPortal LeoDias Luciano SzafirFoto: Portal LeoDias
Luciano SzafirVan Campos/AgNews
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Szafir relembrou momentos perturbadores na UTI. “Você acordava, olhava para o cara do lado, e cadê ele? Morreu. Eu vi quatro assim. Você tem que se apegar a alguma coisa”, acrescentou. Ele criticou a ideia de “vencer a COVID”, explicando que a recuperação é apenas o começo de uma nova luta.
“Venceu coisa nenhuma. Aí que começa. Você tem um monte de sequelas, crise de pânico… Minha cirurgia, que era para durar 3 horas, durou nove. Fiquei com pressão 3 por 2. Foram dois anos de pancada mesmo”, sentenciou.
Um novo olhar sobre a vida e a carreira
Apesar de todas as dores, Luciano Szafir encontrou um novo sentido em suas experiências e agora se dedica a palestras. Ele revelou que relutou em assumir essa nova função por um sentimento de autocobrança. “Eu sou um cara que me cobro muito. Se eu não for um dos 10 melhores, eu vou me sentir uma fraude”, pontuou.
No entanto, ele compreendeu que sua história tem um poder único. O ator enfatizou que sua mensagem é clara: “Você não precisa passar por uma dor gigantesca, uma quase morte, para valorizar o milagre que é estar vivo. A gente tem uma ampulheta que não sabe quando acaba”.
Luciano concluiu sua fala com uma lição de vida, reforçando que é preciso viver o presente e não deixar a tristeza dominar. “Hoje é hoje. Não sei de amanhã. Eu me deixo ficar triste por umas duas horas, depois tenho que levantar a cabeça. Você tira um monte de coisa disso, né? Por isso que eu escrevi o livro”, finalizou.






