9 de julho de 2026

Paciente detalha abordagem de médica no caso de gestante que perdeu bebê em UPA

Paciente detalha abordagem de médica no caso de gestante que perdeu bebê em UPA
Paciente detalha abordagem de médica no caso de gestante que perdeu bebê em UPA

A paciente Yasmin Letícia, que estava sendo atendida pela médica, Bárbara Macedo, no momento em que o casal chegou na UPA de Nilópolis, alegando a perda do bebê, na madrugada da última quinta-feira (11/9), comentou sobre o caso nas redes sociais e apontou que a profissional da saúde estaria sofrendo uma injustiça. O caso tomou grandes proporções nas redes sociais após a divulgação da situação em um vídeo registrado pelo próprio marido da gestante.

“Então, eu sou a menina que apareceu em vídeo dentro da sala com a médica. Eu vim me pronunciar porque eu estou achando mais justiça essas coisas que estão falando da médica, o que está acontecendo com ela, eu estou achando uma injustiça”, iniciou Yasmin.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Reprodução Divulgação Grávida em busca de atendimento na UPAReprodução / X: @babadofamososrj Confusão por falta de atendimento na UPAReprodução / X: @babadofamososrj Momento da confusão na UPA de NilópolisReprodução / X: @babadofamososrj Momento da confusão na UPA de NilópolisReprodução / X: @babadofamososrj

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“Então, o que aconteceu? Ele chegou lá, dizendo que tinha acabado de sair da cadeia, que a mulher estava passando muito mal, que ele estava muito mal também, que tinha descido uma bola de sangue. Daí fizeram a ficha dela e eu entrei para o consultório, eu estava falando o que estava sentindo quando o maqueiro levou ela para a porta do consultório”, relatou.

A jovem apontou que o homem estava muito alterado e que Bárbara tentou explicar que ela estaria tendo um aborto espontâneo e que não poderia fazer muito por não ter recursos na unidade. O marido então começou a filmar e gritar.

”Lá eles falaram que a ambulância não podia levar, aí todo mundo tentou chamar um Uber (carro por aplicativo) até eu tentei chamar para eles, sendo que a Uber não estava aceitando, e ele ficou lá pedindo pra chamar a ambulância, fazendo escândalo, ameaçando a médica e tipo, ele estava muito alterado, ele tava com a tornozeleira (eletrônica), tava muito alterado e tipo, a médica com certeza ficou com medo”, completou.

Em nota, a advogada da médica também apontou que não houve recusa no atendimento da gestante: “É fundamental esclarecer que em nenhum momento houve negativa de atendimento. A Dra. Bárbara manteve conduta ética e responsável, oferecendo atendimento, tratamento compatível com os recursos disponíveis e encaminhamento adequado”, diz trecho do documento.

A médica foi afastada pela Prefeitura de Nilópolis, que abriu um processo investigativo para analisar o caso.