9 de julho de 2026

Governo limita contato de autoridades com defesa do Brasil nos EUA

Governo limita contato de autoridades com defesa do Brasil nos EUA
Governo limita contato de autoridades com defesa do Brasil nos EUA

O escritório de advocacia contratado pelo governo Lula para tentar reverter, nos Estados Unidos, as sanções de Donald Trump  contra o Brasil não pode, por contrato, se comunicar com autoridades brasileiras sem autorização.

No contrato obtido pela coluna por meio da Lei de Acesso à Informação, fica explícito quais autoridades se comunicarão com o escritório Arnold & Porter Kaye Scholer LLP, contratado pela Advocacia-Geral da União.

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3 imagensO presidente LulaO presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na ONUFechar modal.1 de 3

Presidente Lula na ONU

Alexi J. Rosenfeld/Getty Images2 de 3

O presidente Lula

Samuel Pancher/Metrópoles3 de 3

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na ONU

Taylor Hill/Getty Images

“É vedada a comunicação do Escritório com outras autoridades brasileiras além das enumeradas na Cláusula 2.1 ou com representantes de países estrangeiros e órgãos de imprensa, em assuntos relacionados direta ou indiretamente a este Contrato, salvo prévia autorização da AGU”, diz o contrato.

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Pelo acordo, o escritório será instruído somente pelo advogado-geral da União — no caso, o ministro Jorge Messias —, pelo procurador-geral da União e pelo procurador nacional da União de Assuntos Internacionais da AGU. Os órgãos podem, ainda, designar outras pessoas, por escrito, para entrar em contato com o escritório.

Caso a regra seja descumprida, poderão ocorrer “penalidades”, que vão de advertência a multa de 0,2% a 1% do valor total do contrato, de 3,5 milhões de dólares, e até a extinção contratual com a restituição dos valores pagos.