
O Acre registrou 664 casos de estupro entre janeiro e julho deste ano, segundo dados do Observatório de Análise Criminal do Ministério Público Estadual (MP-AC). Desse total, 128 foram estupros comuns e 536 estupros de vulnerável – modalidade que envolve crianças menores de 14 anos ou pessoas que não conseguem oferecer resistência.
As vítimas em situação de vulnerabilidade representam 80% dos casos. O número é 13,8% maior do que no mesmo período de 2024, quando haviam sido contabilizadas 583 ocorrências.
A capital Rio Branco lidera o ranking, com 250 registros. Em seguida aparecem Cruzeiro do Sul (106 casos) e Tarauacá (41 casos).
Por regionais, o Baixo Acre concentrou 341 casos, o Juruá teve 140, enquanto Tarauacá/Envira registrou 74, o Alto Acre 63 e o Purus 46.
Os meses de junho (103) e julho (125) somaram o maior número de registros no período, juntos representando 228 casos. Já março (77) e janeiro (86) tiveram os menores índices.
A pesquisa também mostra que a maioria das ocorrências foi consumada: entre os estupros comuns, 118 de 128; e entre os estupros de vulnerável, 526 de 536.
A pena prevista para estupro varia de 8 a 15 anos de prisão. Em caso de lesão corporal grave, pode chegar a 20 anos, e, se houver morte, até 30 anos.
Atendimento às vítimas
Segundo Joelda Pais, chefe do Departamento de Enfrentamento à Violência contra Mulheres da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), o objetivo é garantir acolhimento médico, psicológico e social às vítimas.
“A secretaria dá suporte psicológico e médico para cuidar da saúde mental e física da vítima, além de encaminhar para assistência social e programas de proteção quando necessário”, explicou.
Quem sofrer violência sexual deve procurar uma unidade de saúde de referência. Em Rio Branco, o atendimento é feito na Maternidade Bárbara Heliodora. Já em Cruzeiro do Sul, no Hospital da Mulher e da Criança.
Nesses locais, são realizados procedimentos de emergência para prevenir gravidez e infecções sexualmente transmissíveis, além da orientação para que a vítima registre a denúncia na delegacia especializada, onde começa o processo de investigação e coleta de provas contra o agressor.






