9 de julho de 2026

Governistas veem “cautela” da oposição com MP do IOF

Governistas veem “cautela” da oposição com MP do IOF
Governistas veem “cautela” da oposição com MP do IOF

Governistas da Câmara dizem que oposição e Centrão estão mais “cautelosos” ao tentar derrubar a MP que passa a tributar algumas aplicações financeiras antes isentes de imposto para compensar o aumento do IOF.

A medida provisória seria votada nesta terça-feira (30/9), mas a votação foi adiada a pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que ainda busca um consenso sobre as novas tributações.

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3 imagensO plenário da Câmara contou com poucos deputados no dia 2/6 de 2025.Plenário da CâmaraFechar modal.1 de 3

O plenário da Câmara contou com poucos deputados no dia 2/6 de 2025.

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O plenário da Câmara contou com poucos deputados no dia 2/6 de 2025.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados3 de 3

Plenário da Câmara

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Normalmente, Centrão e oposição estariam fazendo barulho diante do que poderia ser apontado como mais um aumento de impostos. Mas lideranças governistas afirmam que a estratégia mudou após os últimos revezes no tema.

Agora, dizem, a tática dos opositores da MP é deixar que ela caduque — quando uma medida provisória atinge o prazo de validade sem ser chancelada pelo Congresso — em vez de buscar votos para derrotá-la em plenário.

O motivo da “cautela”, apontam aliados do governo, é que, apesar da resistência ao texto, deputados de oposição temem ser novamente rotulados como “defensores de ricos”, como ocorreu na derrubada do decreto do IOF.

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Na ocasião, o Congresso chegou a barrar o decreto de Lula. Entretanto, houve forte reação de setores ligados ao PT nas redes sociais, que acusaram Centrão e oposição de estarem defendendo os mais abastados da sociedade.

O decreto acabou sendo validado pelo STF, que entendeu ser prerrogativa de Lula alterar as alíquotas do imposto. A medida provisória surgiu como parte da negociação com o Congresso para minimizar o aumento do IOF.

Além disso, como a MP afeta diretamente as fintechs com aumento do CSLL, governistas veem a oposição cautelosa em defender os bancos digitais perante a opinião pública, já que algumas dessas empresas foram alvos da operação Carbono Oculto, que atingiu o PCC.

A MP do IOF eleva a taxação sobre as bets, fixa a tributação de títulos e passa a atingir aplicações financeiras atualmente isentas, em parecer relatado pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP).