O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP) voltou a agitar o debate político ao afirmar que o processo eleitoral de 2026 estaria em risco caso o Congresso não aprove uma anistia ampla para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi feita em suas redes sociais, onde classificou a anistia como “o mínimo necessário” e rejeitou qualquer proposta que apenas reduza penas.
“A anistia é o mínimo, é a defesa tolerável da democracia. Querer flexibilizar a anistia soa como suavizar a vida de ditadores, que só respeitam o que temem. Sem anistia não haverá eleição em 2026”, escreveu o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Eduardo Bolsonaro se muda para os EUAReprodução: YouTube/Eduardo Bolsonaro Eduardo Bolsonaro (PL/SP) em audiência pública realizada no último dia 27 de agosto para apuração de denúncias de violações de direitos no 8 de janeiroFoto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados Eduardo Bolsonaro com carta à TrumpReprodução: Redes Sociais Pai e filho, Jair e Eduardo BolsonaroFoto: Tomzé Fonseca/Futura Press/Estadão Jair Messias Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan BolsonaroReprodução: Instagram/@jairmessiasbolsonaro
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O comentário ocorreu em meio às negociações conduzidas pelo relator do projeto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade/SP). Ele vem defendendo uma alternativa limitada, conhecida como PL da Dosimetria, que reduziria penas já aplicadas, mas sem conceder perdão irrestrito. O relator argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) já fixou entendimento de que crimes contra a democracia não podem ser alvo de indulto, graça ou anistia.
Mas, a cúpula do PL insiste em manter a pressão pela versão mais abrangente, mesmo após encontros com Paulinho. O líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL/RJ), reforçou que o partido não aceita recuos, embora se diga disposto ao diálogo.
Eduardo Bolsonaro tem atuado para mobilizar aliados internacionais contra o governo Lula. Sua postura já lhe rendeu processos na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Conselho de Ética da Câmara, além de críticas por faltar repetidamente às votações.
Apesar das críticas à proposta mais restrita, Eduardo sinaliza a intenção de manter sua pré-candidatura à Presidência em 2026. Porém, seu futuro político ainda depende do desfecho das investigações, da tramitação da anistia e da sua própria permanência no mandato.






