9 de julho de 2026

Golpe do milho: quadrilha deu prejuízo de R$ 120 milhões ao agronegócio

Golpe do milho: quadrilha deu prejuízo de R$ 120 milhões ao agronegócio
Golpe do milho: quadrilha deu prejuízo de R$ 120 milhões ao agronegócio

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou a Operação Agrofraude para desarticular uma grande associação criminosa com tentáculos em vários estados, inclusive no Distrito Federal, na manhã desta terça-feira (7/10).

Segundo o Grupo Especial de Investigações Criminais de Rio Verde (8ª DRP), o grupo é responsável pela prática de estelionato virtual na modalidade conhecida como “golpe do falso intermediário” na comercialização de milho.

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Foram identificados mais de 41 indivíduos envolvidos diretamente no esquema, com movimentação financeira superior a R$ 120 milhões ao longo de cinco anos, valores incompatíveis com a renda declarada.

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As apurações indicam que a associação criminosa lesou mais de 10 pessoas em Rio Verde (GO), causando prejuízos aproximados de R$ 1 milhão.

Uma das vítimas de Rio Verde transferiu R$ 270 mil para as contas dos golpistas. Os criminosos se passaram por produtores rurais para aplicar o golpe.

Foram expedidos 81 mandados judiciais entre prisões, buscas e apreensões, sequestros de bens e bloqueios de contas bancárias em Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Amazonas, Acre, Piauí e no DF.

Como funciona o golpe

Neste tipo de golpe, o golpista entra em contato com corretores de grãos de milho se passando por compradores. Agindo de boa fé, os profissionais passam as informações e imagens dos produtos.

De posse dos dados, os estelionatários procuram outros corretores legítimos e de boa-fé. Esses vendedores buscam compradores, que são as vítimas em potencial.

O fraudador estabelece uma negociação direta com a vitima, se passando como produtores rurais, para aplicar o golpe, geralmente com uma transferência bancária.