9 de julho de 2026

Avisado da derrota, governo segurou emendas em votação da MP do IOF

Avisado da derrota, governo segurou emendas em votação da MP do IOF
Avisado da derrota, governo segurou emendas em votação da MP do IOF

Avisado desde a véspera sobre a mudança de humor da Câmara sobre a MP do IOF, o governo Lula segurou o pagamento de emendas parlamentares entre a última terça (7/10) e quarta-feira (8/10). No total, o Planalto pagou R$ 441 milhões em rubricas dos parlamentares nesses dois dias.

A postura contrastou com a adotada pelo governo em votações importantes. Como mostrou o Metrópoles, o Planalto pagou R$ 1,3 bilhão somente no dia da aprovação do projeto que isenta de pagar Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil.

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Na véspera da votação da MP do IOF, quando havia maior esperança de vitória, foram pagos R$ 334 milhões em emendas. Mas na quarta, quando tudo indicava o enterro da Medida Provisória, o montante caiu para R$ 107 milhões.

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Segundo interlocutores do governo, diante da iminente derrubada da MP, o Planalto segurou a torneira para “não pagar pela derrota”. E assim deve seguir nos próximos dias, diante de uma esperada guerra de versões nas redes sociais.

O PT quer reeditar o discurso da primeira batalha do Imposto sobre Operações Financeiras, quando o Congresso derrubou o reajuste. Na ocasião, o governo alardeou à opinião pública que o Congresso aceitava colocar em risco programas sociais para não taxar ricos.

O reajuste do IOF previa uma arrecadação de R$ 20 bilhões ao governo federal. A MP que serviu de alternativa previa a taxação de bets e fundos de investimento hoje isentos, o que poderia render de R$ 17 bilhões a R$ 35 bilhões.

Sem o dinheiro, o PT passou, inclusive, a ameaçar o bloqueio de emendas parlamentares. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), citou que a derrubada da MP poderia significar um represamento de R$ 10 bilhões em recursos dos congressistas.