9 de julho de 2026

Fala de Maíra Cardi sobre controle gera alerta de especialistas

Fala de Maíra Cardi sobre controle gera alerta de especialistas
Fala de Maíra Cardi sobre controle gera alerta de especialistas

A recente declaração de Maíra Cardi, na qual afirmou não permitir que o marido, Thiago Nigro, trabalhe com outras mulheres, voltou a colocar em pauta um tema antigo e delicado: o controle dentro dos relacionamentos.

“Esse eu não perco”, disse a influenciadora ao revelar que contratou uma secretária lésbica para o companheiro. A fala, que viralizou nas redes sociais, gerou debates sobre ciúme, insegurança e os limites entre amor e posse.

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Controle não é prova de amor

Para a psicóloga clínica Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa, o comportamento de Maíra reflete uma herança cultural.

“As mulheres foram ensinadas, historicamente, a medir seu valor pelo olhar do outro, especialmente do homem. O controle surge como tentativa de preservar o amor e garantir reconhecimento, numa cultura que ainda responsabiliza a mulher por ‘segurar’ a relação”, explica.

Segundo Anastacia, muitos homens interpretam o controle como desconfiança, mas também têm dificuldade em lidar com a própria vulnerabilidade.

“Em vez de dialogar sobre o medo da parceira, muitos respondem com afastamento ou silêncio. Isso acaba reforçando o desequilíbrio e a falta de comunicação entre o casal”, afirma.

Ela alerta que o controle não impede a traição. “Na verdade, pode acentuar o desequilíbrio de poder: enquanto uma vigia, o outro se sente autorizado a esconder. É uma dinâmica que reforça papéis antigos, com a mulher no lugar de fiscal e o homem no papel de transgressor. A confiança verdadeira só nasce quando há autonomia emocional dos dois lados. A mulher precisa entender que não precisa controlar para ser amada, e o homem, que ser livre não é ser irresponsável.”

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Maíra Cardi e Thiago Nigro revelam nome da primeira filha

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“Choro, desespero, ansiedade”, desabafa Thiago Nigro após expor feto

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Vigilância enfraquece a intimidade

A terapeuta tântrica e especialista em relacionamentos Dri Linares acrescenta que o controle muitas vezes nasce de inseguranças profundas.

“Ele pode vir de experiências passadas, como traições, rejeições ou abandonos, que criam a crença de que o outro vai escapar. Também pode estar relacionado à baixa autoestima e ao medo de não ser suficiente”, comenta.

Segundo Dri, controlar o outro gera sensação temporária de poder, mas fragiliza a intimidade. “Quando alguém se sente vigiado, perde a espontaneidade e o desejo de estar junto.”

Pode gerar rebeldia e traição

Ela ainda explica que o controle excessivo pode tanto inibir quanto motivar uma traição. “Em alguns casos, o parceiro entende o controle como preocupação genuína e isso reduz o medo da perda. Mas quando o comportamento é sufocante, pode gerar rebeldia e afastamento emocional. O controle exagerado cria o terreno ideal para que alguém busque um escape fora da relação”, diz a terapeuta.

Dri ressalta que a confiança é construída, e não imposta. “É essencial trabalhar as próprias inseguranças, entender de onde vem o ciúme e comunicar o que se sente de forma clara e respeitosa. Em vez de acusar o outro, é mais produtivo dizer ‘eu sinto’ ou ‘eu temo’. O diálogo verdadeiro nasce quando há espaço para vulnerabilidade e autonomia”, conclui.