A experiência e a leveza de Flávia Saraiva voltaram a se encontrar. Nesta terça-feira (21/10), no Mundial de Ginástica Artística em Jacarta, a brasileira de 26 anos garantiu vaga na final da trave de equilíbrio com a segunda melhor nota da classificatória: 13.833 pontos, atrás apenas da chinesa Qingying Zhang, que liderou com 14.366.
Flávia chegou a ocupar o primeiro lugar após sua apresentação, até ser ultrapassada na última subdivisão pela atleta chinesa. A brasileira foi a única entre todas as competidoras a obter nota acima de oito na execução (8.333) , um desempenho que confirma sua precisão e controle em um dos aparelhos mais técnicos da modalidade. A série de Zhang apresentou maior grau de dificuldade (6.500, contra 5.500 de Flávia), o que lhe deu vantagem na soma final.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Flávia Saraiva conquista ouro na trave de Copa do Mundo de Ginástica ArtísticaReprodução Instagram @cbgginastica Flávia Saraiva conquista ouro na trave de Copa do Mundo de Ginástica ArtísticaReprodução Instagram @cbgginastica Flávia SaraivaCrédito: Amanda Perobelli
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A romena Sabrina Maneca-Voinea igualou a nota total da brasileira, mas ficou atrás por uma diferença na execução. Já a argelina Kaylia Nemour, uma das favoritas, sofreu uma queda, mas ainda avançou à final com a oitava nota.
Francisco Porath Neto, coordenador técnico da seleção feminina, destacou o simbolismo da conquista: “Ficamos muito felizes com a final da trave da Flávia, um aparelho de que ela gosta muito. Esse resultado demonstra que ela está retornando bem às competições e recuperando ritmo. É um passo importante dentro do processo de retomada das nossas atletas mais experientes ao cenário internacional”, afirmou.
Flávia, que vem de uma cirurgia no ombro realizada em setembro de 2024, reduziu o nível de dificuldade de sua série no solo e, por isso, não avançou à final nesse aparelho. Ela explicou que o tempo de preparação foi limitado. “Tive poucas semanas de treino com a série completa, porque dediquei o primeiro semestre à recuperação”, contou.
Além de Flávia, o Brasil foi representado por Júlia Soares, Júlia Coutinho e Sophia Weisberg, que não se classificaram para as finais. A carioca será, portanto, a única ginasta brasileira nas decisões femininas do Mundial — as finais por aparelhos começam no sábado, às 4h (de Brasília), com transmissão do Canal Olímpico do Brasil, Cazé TV e SporTV2.
Força masculina
Entre os homens, o Brasil garantiu três finais. Caio Souza e Diogo Soares avançaram à decisão do individual geral, marcada para esta quarta-feira, às 8h20 (de Brasília). Caio ficou em oitavo na classificatória, com 79.166 pontos, e Diogo em décimo, com 78.798.
A dupla colocou o país entre as potências da ginástica: apenas China, Suíça e Brasil conseguiram emplacar dois atletas entre os dez primeiros.
Diogo Soares chega à sua terceira final consecutiva do individual geral em Mundiais — esteve também nas edições de Liverpool (2022) e Antuérpia (2023) —, além de já ter sido finalista nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2021 e Paris-2024. Suas notas mostraram consistência: 13.866 (barra fixa), 13.666 (paralelas), 13.533 (solo), 13.133 (cavalo com alças), 12.500 (salto) e 12.400 (argolas).
Caio, por sua vez, alcançou pela sexta vez na carreira o posto de um dos 24 melhores ginastas do mundo na soma dos seis aparelhos, repetindo o feito de 2017, 2018, 2019, 2021 e 2022. Ele também garantiu vaga na final das argolas, após a confirmação de sua pontuação (14.333) entre os oito melhores do planeta. O ginasta é apenas o segundo brasileiro da história a disputar uma final de argolas em Mundiais, após Arthur Zanetti, dono de um ouro e três pratas na prova, além de medalhista olímpico em Londres-2012 (ouro) e Rio-2016 (prata).
A nova geração do masculino também esteve em ação. Arthur Nory, campeão mundial na barra fixa em 2019, competiu em seu décimo Mundial, mas cometeu erros e não avançou à final. Já Vitaliy Guimarães, em sua estreia pelo Brasil, e Tomás Florêncio não conseguiram vagas nas decisões de seus aparelhos.
Enquanto Flávia Saraiva retoma seu caminho ao topo após um ano de superação, Caio Souza e Diogo Soares consolidam o Brasil como uma das potências da ginástica mundial. O palco indonésio, que agora se prepara para as finais, será também o espelho do futuro da modalidade, equilibrando a experiência que resiste e o talento que ascende.
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