21 janeiro 2026

Tremembé: Livro escrito por ex-prefeito dentro de presídio é proibido pela Justiça. Entenda!

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O livro “Diário de Tremembé – O Presídio dos Famosos”, escrito pelo ex-prefeito e jornalista Acir Filló, voltou a despertar curiosidade do público depois de ser citado na série recém-lançada no Prime Video inspirada em histórias verídicas de presos que passaram pela penitenciária. Mesmo com o novo interesse, a obra segue fora de circulação por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que proibiu a publicação e comercialização da obra em 2019. A defesa do autor afirma que pretende recorrer da decisão.

No livro, Filló narra suas vivências enquanto esteve detido no Centro de Detenção Provisória III de Pinheiros e, posteriormente, na Penitenciária 2 de Tremembé, apelidada de “presídio dos famosos” devido aos nomes de destaque que já passaram por lá.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Diário de Tremembé – O Presídio dos FamososFoto: Reprodução Alexandre Nardoni (esquerda) foi interpretado por Lucas Oradovschi em “Tremembé”Reprodução X/ montagem Daniel Cravinhos (esquerda) foi interpretado por Felipe Simas em “Tremembé”Reprodução X/ montagem Roger Abdelmassih por Ancelmo VasconcelosReprodução X/ montagem Cristian Cravinhos (esquerda) foi interpretado por Kelner Macêdo em “Tremembé”Reprodução X/ montagem Limdemberg Alves foi vivido por Edu RosaReprodução X/ montagem Gil Rugai, que matou pai e madrasta, por Lêon MorenoReprodução X/ montagem Marina Ruy Barbosa (Suzane von Richthofen), Letícia Rodrigues (Sandrão) e Carol Garcia (Elize Matsunaga) em TremembéFoto: Reprodução

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O desembargador João Morenghi, relator do processo, sustentou que a medida não se trata de censura, mas de uma forma de resguardar a imagem dos demais presos mencionados, todos sob tutela do Estado. A informação foi publicada pelo G1.

No texto, o autor menciona interações com figuras conhecidas do noticiário policial, entre elas Alexandre Nardoni, Cristian Cravinhos, Gil Rugai, Lindenberg Alves, Mizael Bispo de Souza e Guilherme Longo. Alguns desses encontros teriam ocorrido no Departamento de Execuções Criminais (Decrim) de São José dos Campos. O conteúdo provocou questionamentos sobre a veracidade dos relatos e a forma como as falas foram atribuídas aos presos, o que acabou motivando uma apuração interna.

A advogada de Filló, Lygia Frazão, defende que a publicação não viola direitos de imagem ou de privacidade e critica a decisão judicial, alegando que há precedentes favoráveis. Como exemplo, ela menciona o caso do livro biográfico sobre Suzane von Richthofen, cuja circulação foi liberada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Suzane também ficou presa em Tremembé após ser condenada pelo assassinato dos pais, em 2002.

Mesmo proibido, alguns trechos de Diário de Tremembé se tornaram conhecidos por meio da contracapa e de referências na série do streaming. Entre eles, estão passagens em que Alexandre Nardoni “garante que não matou a filha, Isabella”, e declarações atribuídas ao médico Carlos Sussumu sobre Roger Abdelmassih: “Os problemas de saúde e a prisão domiciliar de Roger Abdelmassih foram uma fraude.”

Outra passagem relata uma suposta fala de Cristian Cravinhos sobre o caso Richthofen: “Depois que o casal Richthofen foi atacado, a Suzane foi ao quarto deles e desferiu golpes”, teria afirmado o condenado junto com o irmão Daniel pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen.

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