O presidente do Barcelona, Joan Laporta, respondeu nesta sexta-feira (28) às declarações de Florentino Pérez sobre suposto favorecimento da arbitragem ao clube catalão. As críticas do dirigente merengue foram feitas durante a Assembleia Anual dos Sócios do Real Madrid, na qual ele voltou a citar o Caso Negreira, escândalo de 2023 envolvendo pagamentos ao então vice-presidente do comitê de arbitragem da Espanha.
Durante um evento literário em Andorra, Laporta afirmou que o comportamento do rival segue um padrão recorrente e utilizou o termo “barcelonite” para definir a postura madridista.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Joan Laporta, presidente do BarcelonaReprodução/Barcelona Florentino Pérez, presidente do Real MadridReprodução
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“Acredito que estão fora de jogo e demonstram uma profunda ‘barcelonite’. Têm que falar do Barcelona para justificar qualquer coisa”, declarou. Ele também acrescentou que o caso Negreira é mantido em debate de forma insistente: “Ficam mascando como chiclete o caso Negreira, porque sabem que não há nada”.
Laporta ainda reforçou que o clube não cometeu irregularidades: “Uma coisa é certa: o Barça nunca comprou um árbitro”.
O presidente do Barcelona mencionou o desdobramento mais recente do caso, quando o Tribunal de Barcelona anulou, em 2024, as acusações de suborno contra o clube. Em seguida, ampliou as críticas ao Real Madrid, afirmando que decisões de arbitragem historicamente favoreceram o rival.
“O Barcelona geralmente não é favorecido pelos árbitros, o que com certeza aconteceu a vida toda com o Real Madrid”, disse. Ele citou lances da última rodada da La Liga para justificar a declaração: “Na semana passada, por exemplo, eles tiveram dois gols marcados para mim que não foram. Se não fosse isso, o Barça estaria liderando a La Liga agora”.
Além disso, Laporta relacionou o embate ao período de hegemonia do Barcelona entre 2004 e 2015. “Eles têm uma mania de perseguição com a melhor etapa da história do Barcelona”, afirmou. Ele disse que o desempenho daquela época gerou incômodo no rival: “Não gostaram nada que o Barça foi referência mundial, de 2004 a 2015. Fomos hegemônicos, e querem buscar justificativas onde não há”.
O presidente concluiu ressaltando o reconhecimento internacional da equipe no período: “Éramos o time que jogava melhor, reconhecido e admirado por todo o mundo”.
Do outro lado da disputa, Florentino Pérez elevou o tom sobre o Caso Negreira apenas na metade de seu discurso aos sócios do Real Madrid. Ele classificou o episódio como “a maior anomalia da história do futebol espanhol” e destacou que o clube merengue foi o único a levar o tema às instâncias judiciais. Antes da crítica direta, exibiu gráficos com comparações de cartões entre Barcelona e Real Madrid e pediu aos presentes que “tirassem suas próprias conclusões”.
O dirigente até questionou a qualidade da arbitragem no país. “O nível da arbitragem espanhola também é inaceitável. É uma vergonha que a FIFA não tenha selecionado nenhum dos 35 árbitros espanhóis”, constatou.
Na sequência, voltou ao centro da polêmica: “E, claro, também é inaceitável que o Barcelona tenha pago ao vice-presidente da associação de árbitros mais de 8 milhões de euros durante pelo menos 17 anos. Ele ocupou cargos importantes, e esse período coincide, coincidentemente, com os melhores resultados do Barcelona em nosso país”.
Florentino relatou ainda que o Real Madrid foi pressionado a reduzir a ênfase no caso. “O Real Madrid é o único clube que compareceu em juízo neste caso. Fran Soto pediu-nos para virar a página e esquecer o ‘caso Negreira’. Quem vai esquecê-lo?”, questionou.
O dirigente também mencionou a continuidade de árbitros citados na investigação: “A realidade é que muitos dos árbitros envolvidos continuam nos seus cargos, e isso os impede de atuar com neutralidade”.
Por fim, utilizou um episódio recente ligado à final da Copa do Rei como exemplo de que o ambiente permanece influenciado pela crise.
“Como é possível que, antes da final da Copa do Rei, o árbitro tenha dito que iriam tomar medidas contra o nosso clube? Antes de uma final? Ele deveria ter sido afastado do cargo, e nenhuma providência foi tomada”, completou.
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