9 de julho de 2026

STF define julgamento do caso Marielle Franco para fevereiro de 2026

STF define julgamento do caso Marielle Franco para fevereiro de 2026
STF define julgamento do caso Marielle Franco para fevereiro de 2026

O caso que investiga o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, agora tem data marcada para julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino, que preside a Turma, agendou três sessões para a análise: 24 e 25 de fevereiro de 2026.

A definição ocorreu após o relator, Alexandre de Moraes, liberar o processo para julgamento, já com a instrução encerrada e com todas as manifestações finais apresentadas pelo Ministério Público, pelos assistentes de acusação e pelas defesas.

- Publicidade -

Veja as fotosAbrir em tela cheia Marielle FrancoFoto: Dayane Pires/CMRJ Marielle Franco e Monica BenicioReprodução: Instagram Ministro do STF, Flávio Dino, em sessão de julgamento dos “kids pretos”Reprodução: YouTube/TV Justiça Primeira Turma do STFReprodução: Internet Alexandre de MoraesReprodução: TV Justiça

Voltar
Próximo

Leia Também

Política
Defesas contestam provas e pressionam STF por absolvição no caso Marielle Franco

Política
Acusado pelo assassinato de Marielle, Chiquinho Brazão perde o mandato na Câmara

Famosos
Monica Benicio, viúva de Marielle Franco, assume namoro com atriz da Netflix

Política
Ex-ministro Silvio Almeida é indiciado em inquérito por importunação sexual

As sessões foram distribuídas da seguinte forma: 24 de fevereiro, às 9h, será a primeira sessão exclusiva para o caso; 24 de fevereiro, das 14h às 18h, acontecerá a sessão ordinária reservada integralmente ao processo; e 25 de fevereiro, às 9h, será realizada a sessão extraordinária, se necessária.

O cronograma foi organizado para permitir que todo o julgamento ocorra antes da conclusão do primeiro trimestre de 2026, já que o STF entra em recesso em 19 de dezembro e retoma as atividades em 1º de fevereiro.

A Primeira Turma analisará a responsabilidade penal de cinco acusados por participação no atentado: Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ; Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio; Major Ronald Paulo Alves Pereira; e Robson Calixto Fonseca, ex-PM e ex-assessor de Domingos Brazão. Todos estão presos preventivamente. A denúncia já recebida pela Turma inclui crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa.

Segundo a delação de Ronnie Lessa, autor confesso dos disparos, os irmãos Brazão teriam atuado na articulação do assassinato, enquanto Rivaldo Barbosa teria contribuído com o planejamento. A Polícia Federal (PF) apontou ainda que o crime está ligado ao enfrentamento de Marielle a interesses políticos e econômicos de grupos com atuação em áreas dominadas por milícias no Rio.

Durante os interrogatórios, concluídos em 2025, todos os acusados negaram envolvimento no crime. Chiquinho Brazão chorou durante o depoimento, disse ter tido boa relação com Marielle e negou conhecer Lessa ou atuar com milícias. Domingos Brazão afirmou que a delação de Élcio de Queiroz teria pressionado Lessa a envolvê-lo no caso e disse viver um “martírio” desde que foi preso. Rivaldo Barbosa declarou que sua prisão representou “sua morte” e alegou que Lessa mentiu para incriminá-lo. Já Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, disse ser apenas motorista de Domingos e negou qualquer vínculo com o executor do crime.

São necessários três votos para condenar ou absolver cada réu. Em caso de condenação, os ministros definirão individualmente as penas. Após a decisão, tanto a PGR quanto as defesas ainda poderão recorrer.