1 de julho de 2026

Cobrado, Kim Kataguiri justifica voto pró-Glauber Braga

Cobrado, Kim Kataguiri justifica voto pró-Glauber Braga
Cobrado, Kim Kataguiri justifica voto pró-Glauber Braga

Cobrado na redes sociais, o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil) explicou o por que de ter votado pela suspensão do colega de Câmara Glauber Braga (Psol), que acabou se livrando da cassação na noite de quarta-feira (10/12), mas teve o mandato suspenso por seis meses.

No X (ex-Twitter), o deputado do União Brasil afirmou que, embora tenha tentado articular para a cassação do colega, não havia votos para tal e, portanto, optou por votar pela suspensão para “garantir que Glauber não saísse sem punição”.

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“Eu tentei. Lutei no plenário para virar votos em favor da cassação. Porém, nós precisaríamos dos 257 votos necessários para cassá-lo, e em nenhum votação da noite alcançamos esse número. Para garantir que Glauber Braga não saísse sem punição, optei pela votação de sua suspensão”, escreveu Kim.

Segundo ele, é “absolutamente vergonhosa a postura de um parlamentar covarde, que não tem o mínimo de decência para cassar o mandato de um sujeito que expulsa, a pontapés, um cidadão do Congresso Nacional”, em referência ao motivo da análise da cassação de Glauber.

O mandato do psolista ficou ameaçado depois de ser acusado de quebra de decoro parlamentar ao expulsar da Câmara com chutes o militante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro, em abril de 2024.

Kim, que atualmente integra os quadro do União Brasil, é um dos fundadores do MBL, movimento do qual Costenaro também fazia parte.

Ao responder um comentário ironizando este fato na rede social, Kim voltou a defender sua posição dizendo que estaria “faltando raciocínio lógico para você”, reafirmando que não haviam votos suficientes para a cassação.

“Se perdêssemos essa votação também o Glauber não teria punição alguma. Precisa que eu desenhe?”, questionou o deputado.

Punição a Glauber

Na noite de quarta-feira (10/12), o plenário da Câmara dos Deputados analisou o processo de cassação de Glauber Braga e decidiu, após apresentação de uma emenda do Psol, substituir a cassação do mandato por uma suspensão de seis meses -a qual foi aprovada por 318 votos.

No dia anterior, o plenário da Casa foi marcado por uma confusão envolvendo Glauber e policiais legislativos da Câmara. Depois do anúncio de que seu processo de cassação seria pautado para o dia seguinte, Glauber ocupou a cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e foi retirado à força pouco depois.

No meio tempo, jornalistas que estavam no plenário foi expulsa do local a mando de Motta e profissionais da imprensa acabaram sendo agredidos na saída de Glauber do plenário.

Ainda na noite de quarta-feira (10), os deputados também decidiram arquivar o processo de cassação de Carla Zambelli (PL-SP) após o parecer desfavorável não ter obtido o mínimo de 257 votos.

A parlamentar foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação intelectual na invasão dos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o hacker Walter Delgatti. O caso envolveu a inserção de documentos falsos, como um mandado de prisão fabricado contra o ministro Alexandre de Moraes.

Zambelli está presa na Itália, onde aguarda o processo de extradição para o Brasil. Ela já está impedida de disputar eleições porque acumula duas condenações que somam 15 anos e 3 meses de prisão.