9 de julho de 2026

Apagão em SP: entenda a compensação automática aprovada pela Aneel

Apagão em SP: entenda a compensação automática aprovada pela Aneel
Apagão em SP: entenda a compensação automática aprovada pela Aneel

Após três dias de apagão em São Paulo, centenas de milhares de imóveis seguem sem energia. Por volta das 11h30 deste sábado (13/12), mais de 435 mil clientes da concessionária Enel ainda estavam no escuro.

Nesses casos, uma regra recém-aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) garante indenização automática aos consumidores afetados pela suspensão prolongada do serviço essencial.

- Publicidade -

Pela resolução, os moradores que ficam sem luz por mais de 24 horas em áreas urbanas ou 48 horas em áreas rurais têm direito a uma compensação, que deve ser paga diretamente pela distribuidora.

Na quarta (10/12), a falta de energia atingiu mais de 2 milhões de imóveis da Grande SP. Moradores da capital paulista e da região metropolitana são afetados há três dias pelo apagão, após um vendaval ter atingido a região devido a um ciclone extratropical formado no Sul do país.

Quem tem direito à compensação automática

  • Residências, comércios e indústrias que tiverem o fornecimento interrompido por tempo superior aos limites estabelecidos (24h na cidade e 48h no campo).
  • Consumidores que compram energia diretamente das distribuidoras.
  • Clientes que estiverem adimplentes e com medição ativa no período do apagão.

Segundo a Aneel, o valor deve ser creditado automaticamente na próxima fatura de energia, sem necessidade de pedido ou protocolo formal.

No entanto, a norma nacional ainda está em fase de adaptação das distribuidoras de energia do país. As empresas têm até 180 dias, contados desde 21 outubro, quando a resolução foi publicada no Diário Oficial, para adaptar sistemas e planos de contingência.

Questionada pelo Metrópoles, a Enel não informou se a restituição automática já está ativa em São Paulo, até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto.

Caso os clientes se sintam lesados, podem acionar a Justiça, assim como a ouvidoria da distribuidora ou a própria Aneel.

Leia também

Na noite dessa sexta-feira (12/12), a 31ª Vara Cível do Foro Central determinou que a concessionária Enel restabeleça imediatamente o fornecimento de luz na Grande SP, sob multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento. No entanto, a concessionária alega que ainda não foi notificada e que “segue trabalhando de maneira ininterrupta”.

Indenização

Antes da nova norma, as interrupções causadas por desastres não eram consideradas para fins de ressarcimento, sob o argumento de que se tratavam de eventos imprevisíveis. Agora, a Aneel entende que, mesmo em situações extremas, as distribuidoras devem estar preparadas para responder com agilidade e transparência.

O valor da compensação será proporcional ao tempo em que o consumidor ficou sem energia, com base em fórmulas já previstas nos regulamentos da Aneel. Conforme a agência, o cálculo levará em conta a classe de consumo, se é residencial, comercial ou industrial, a tarifa aplicada e o tempo total de interrupção.

Os montantes devem ser abatidos automaticamente da conta de luz e não dependem de solicitação do consumidor.

Procon pediu explicações à Enel

Nesta semana, o Procon-SP pediu explicações da Enel sobre a demora no restabelecimento de energia elétrica e sobre os planos de contingência para comércios de produtos perecíveis e clientes críticos que precisam de equipamentos de saúde. A notificação ocorreu após a área de concessão da empresa registrar milhões de imóveis sem luz.