9 de julho de 2026

Eduardo Bolsonaro diz cogitar passaporte de apátrida após ser cassado

Eduardo Bolsonaro diz cogitar passaporte de apátrida após ser cassado
Eduardo Bolsonaro diz cogitar passaporte de apátrida após ser cassado

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesse sábado (20/12) que cogita ir atrás de um passaporte de apátrida após receber a informação, segundo ele, de que pode perder o passaporte brasileiro. Eduardo teve seu mandado de deputado cassado pela mesa diretora da Câmara dos Deputados.

Apesar da suposta perda do passaporte brasileiro, Eduardo diz que isso não o impediria de fazer outras viagens internacionais porque “tem outros meios para fazê-lo”.

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O ex-parlamentar ainda contou que com a confirmação da perda do documento teria que devolver o passaporte diplomático e definiu a situação como uma “tentativa” de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de minar o seu trabalho. No site da Câmara dos Deputados, o passaporte diplomático de Eduardo Bolsonaro, emitido em fevereiro de 2023, já aparece como não válido.

Eduardo afirmou que já “está vacinado” e que conhece as estratégias do ministro do STF. As afirmações foram feitas pelo ex-deputado em entrevista ao SBT News.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é réu pelo crime de coação em processo judicial. Ele é acusado de coagir a Suprema Corte no curso do ação penal que condenou seu pai e outros aliados, por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O que é um apátrida?

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública a definição de apátrida é a pessoa que não é considerada como nacional por nenhum estado, ou seja, uma pessoa sem pátria ou nacionalidade.

Para ser reconhecido como apátrida, o solicitante deve preencher um formulário com informações e dados pessoas sobre o país de nascimento, familiares, motivações para o pedido, entre outros. Esse formulário é encaminhado para análise da Polícia Federal (PF).

Caso o documento seja aprovado, o solicitante é chamado para comparecer presencialmente na unidade da PF via agendamento.

Posteriormente, o pedido é encaminhado ao Departamento de Migrações para análise e decisão final do requerimento de reconhecimento da condição de apátrida. A decisão final é publicada no Diário Oficial da União.

O processo de reconhecimento da condição de apátrida é importante, pois pode garantir proteção internacional e facilitar a naturalização do solicitante.

Para iniciar o processo de reconhecimento é preciso que a pessoa não seja considerada nacional por nenhum Estado, seguindo os temos da convenção sobre o estatuto dos Apátridas, de 1954, residir no Brasil e não ter antecedentes criminais nos países onde morou no últimos cinco anos.