26 de junho de 2026

Após cirurgias, defesa de Bolsonaro pede ao STF prisão domiciliar

Após cirurgias, defesa de Bolsonaro pede ao STF prisão domiciliar
Após cirurgias, defesa de Bolsonaro pede ao STF prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou, na tarde desta quarta-feira (31/12), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja concedida a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.

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“Jair Messias Bolsonaro, já qualificado nos autos em epígrafe, por seus advogados que esta subscrevem, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, requerer, com fundamento em fatos médicos supervenientes, a concessão de prisão domiciliar de natureza humanitária, em caráter urgente”, pede a defesa.

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Jair Bolsonaro

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O pedido acontece após o ex-presidente realizar uma série de procedimentos médicos na última semana. A defesa pede que seja concedido a prisão domiciliar assim que Bolsonaro receba alta do hospital DF Star, onde está desde 24 de dezembro.

Internação de Bolsonaro

  • Em 25 de dezembro, no dia seguinte à entrada no hospital, Bolsonaro foi submetido à cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral.
  • Dois dias depois, em 27 de dezembro, realizou o bloqueio do nervo frênico do lado direito.
  • Na segunda-feira (29/12), foi a vez do bloqueio do nervo frênico do lado direito.
  • No dia seguinte, terça-feira (30/12), o ex-presidente, diante da persistência do quadro, foi novamente submetido a intervenção no nervo frênico.
  • Nesta quarta-feira (31/12), Bolsonaro foi submetido a uma endoscopia digestiva alta.

A endoscopia é a quinta intervenção médica pela qual o ex-presidente passa desde que foi internado no hospital DF Star, em Brasília, na quarta-feira (24/12), véspera de Natal. Segundo os médicos, o ex-presidente passará o Réveillon hospitalizado, com previsão de alta, caso tudo ocorra dentro do esperado, em 1º de janeiro de 2026.

“Além disso, foi realizado exame de polissonografia, que confirmou síndrome de apneia-hipopneia obstrutiva do sono de grau severo, com índice de apneia-hipopneia superior a 50 eventos por hora e dessaturações relevantes de
oxigênio, circunstância que impõe o uso diário e permanente de dispositivo CPAP para suporte ventilatório noturno”, alega a defesa.

Para os advogados de Bolsonaro, devido a idade do ex-presidente e o agramavento do quadro dele de apneia, podendo causar complicações, é o cenário que pede prisão domiciliar sendo “incompatível com o retorno imediato ao cárcere”. “A permanência desse paciente em estabelecimento prisional, tão logo obtenha alta hospitalar, submeter-lhe-ia a risco concreto de agravamento súbito do estado de saúde, o que não encontra amparo nos princípios da dignidade da pessoa humana, da humanidade da pena e do direito fundamental à saúde”, diz defesa.