Quem entra no foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, passa a percorrer um espaço no qual luz, matéria e sombra ganham protagonismo. É ali que o Metrópoles apresenta exposição dedicada a Sergio Camargo, artista fundamental para a escultura brasileira, em uma ocupação que transforma o espaço em parte da própria obra.
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Camargo é um escultor que viveu uma rica trajetória internacional ao longo da vida. Por ter mãe argentina, em 1946 a família dele se mudou do Rio de Janeiro para Buenos Aires, na capital da Argentina. Lá o jovem concluiu os estudos secundários e teve a oportunidade de frequentar a Academia Altamira, onde manteve contato com Emilio Pettoruti e Lucio Fontana, dois expoentes das artes portenhas.
A Academia Altamira foi uma importante escola de arte em Buenos Aires, tornando-se um centro de produções abstratas e construtivistas na Argentina nos anos 1940. Fontana, um de seus fundadores, lançou o “Manifiesto Blanco” junto com seus alunos, no qual defendia a incorporação de cor, som, movimento, tempo e espaço nas obras de arte. A escola vanguardista teve um marco profundo na vida do escultor.
Em 1948, Camargo se inscreveu na Faculdade de Direito e Ciências Sociais, na Universidade de Buenos Aires, mas teve de interromper o curso pois se mudou para a Europa com o pai, em outubro.
Em Paris, o artista estudou Filosofia na Sorbonne, onde teve aulas com Gaston Bachelard.
Por intermédio do cônsul brasileiro, Jayme de Barros, conheceu diversos artistas em Paris, entre eles Emmanuel Auricoste, de quem recebeu aulas de modelagem por curto período.
O escultor também se aproximou de Hans Arp e Georges Vantongerloo. Mas, a influência decisiva que surgiu da temprada em Paris, veio do romeno Constantin Brancusi, figura central do modernismo nas artes plásticas.
De Brancusi, Camargo absorveu a elegância visual e o uso de materiais sensíveis, que também se tornaram característicos de suas obras futuras.
Serviço
Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. Diariamente, das 12h às 20h









