9 de julho de 2026

Globo tenta emplacar Rodrigo Dourado como novo Big Boss do “BBB”

Globo tenta emplacar Rodrigo Dourado como novo Big Boss do “BBB”
Globo tenta emplacar Rodrigo Dourado como novo Big Boss do “BBB”

A Globo claramente está tentando resolver um problema que ficou escancarado desde a saída de Boninho: o “Big Brother Brasil” não perde só um diretor quando ele sai. Perde um personagem. Nos últimos meses, o movimento é visível. A emissora passou a colocar Rodrigo Dourado mais à frente do projeto, mais exposto, mais reconhecível para o público. Não é só bastidor. É construção de imagem. A Globo parece decidida a transformar Dourado no novo “Big Boss” oficial do “Big Brother Brasil”.

Nada disso é por acaso
A participação recente de Dourado na novela “Dona de Mim”, entrevistando Kami, personagem de Giovanna Lancellotti, é simbólica. A cena não precisava existir, mas existiu para fixar um rosto, um nome, uma autoridade ligada ao “BBB”. É a Globo dizendo: “o comando continua aqui”.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Tadeu Schmidt e Rodrigo DouradoReprodução: Instagram/Rodrigo Dourado Foto: Portal Leo Dias Rodrigo Dourado e Tadeu Schmidt são flagrados em clique no shoppingReprodução: Instagram/Rodrigo Dourado Reprodução: Instagram/Rodrigo Dourado

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Só que aí mora o desafio
Boninho não era apenas o diretor. Ele era uma figura que impunha medo. Tinha fama de mandão, de chefe duro, de alguém que ninguém queria contrariar. Esse mito ajudava o programa. O “BBB” sempre foi um jogo de tensão, e o Big Boss parecia tão implacável quanto as regras.

Dourado, por enquanto, transmite outra coisa. Na participação na novela, ele pareceu visivelmente desconfortável, o que é absolutamente normal para alguém que não é ator. Não é um defeito. Mas o desconforto revela algo maior: falta ainda aquela aura de comando.

Dourado passa uma imagem mais acessível, mais gente boa, quase amigável demais para o papel que a Globo parece querer lhe dar. E isso pode ser um problema se a intenção for ocupar o mesmo espaço simbólico que Boninho deixou. O Big Boss precisa parecer alguém que manda, que decide, que não pede licença.

Potencial existe. Dourado conhece o formato, sabe fazer televisão e tem a confiança da emissora. Mas, se a Globo realmente quiser transformá-lo no novo rosto forte do “BBB”, ele vai precisar assumir uma postura mais firme. Mais líder. Mais chefe. Talvez até um pouco mais “bravo”. Porque o Boninho não só dirigia o jogo. Ele amedrontava. E, no “BBB”, o medo sempre fez parte do espetáculo.