12 janeiro 2026

“Atleta” Marcão: quem é o pai, agente e peça-chave por trás da maior contratação do Cruzeiro

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A contratação de Gerson pelo Cruzeiro, a mais cara já realizada por um clube brasileiro, com cerca de 27 milhões de euros fixos e até 3 milhões em bônus, teve um protagonista além do volante, Marcos Antônio da Silva, mais conhecido como Marcão, o pai do jogador.

Mais do que um pai presente, Marcão atua como agente e principal articulador da carreira de Gerson. Desde os tempos de formação do meio-campista, ele acompanha de perto cada decisão, incluindo renovações, transferências internacionais e conversas com dirigentes dos clubes interessados.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Cruzeiro x Pouso Alegre – 10/01/2026Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Cruzeiro x Pouso Alegre – 10/01/2026Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Cruzeiro x Pouso Alegre – 10/01/2026Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Cruzeiro x Pouso Alegre – 10/01/2026Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

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Nos bastidores da negociação com o Cruzeiro, Marcão foi o primeiro a chegar a Belo Horizonte. Ele participou de reuniões com o diretor-executivo de futebol Bruno Spindel, que já trabalhou com Gerson no Flamengo, e outros membros da cúpula da Raposa, aprofundando o entendimento sobre o projeto esportivo e as expectativas para 2026.

Ao longo dos últimos dias, Marcão esteve em diversas conversas com executivos do Cruzeiro e com representantes do Zenit, atual clube do jogador na Rússia, para avançar nos termos da transferência. Na saída da Toca da Raposa II, ele manteve uma postura otimista e destacou o trabalho para fechar detalhes contratuais, antecipando o anúncio oficial.

O papel de Marcão vai além dos papéis tradicionais de um empresário, ele se firmou como um elo direto entre Gerson, seus objetivos e os clubes envolvidos, sempre com foco no cenário mais amplo da carreira do filho, incluindo a chance de reforçar suas aspirações de voltar à Seleção Brasileira e disputar a Copa do Mundo.

Controvérsias – atritos no Fluminense e motivo de “deboche” no Flamengo
Apesar de carismático e sempre lutar pelo filho, Marcão também gera, por muitas vezes, incômodo no meio do futebol. Quando saiu das categorias de base do Fluminense, Gerson se firmou rapidamente como peça-chave do meio-campo tricolor. Não demorou muito para atrair interesse de grandes clubes europeus, em especial o Barcelona.

O clube espanhol já tinha um acerto encaminhado com o tricolor carioca e Gerson tinha tudo para ser mais uma estrela brasileira no gigante europeu. No entanto, o negócio ruiu após a Roma se aproximar do pai do jogador e oferecer um contrato mais vantajoso do ponto de vista financeiro para o jogador.

Anos depois, Marcão deu uma declaração que atiçou o ódio de dirigentes tricolores após dizer que Gerson “chorava” ao passar pelo centro de treinamento do Flamengo na Gávea ao ir para Laranjeiras, sede do Fluminense, alegando vontade do filho em atuar pelo rubro-negro.

Mais recentemente, no Flamengo, Marcão virou motivo de “deboche” do presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o “Bap”, que, em maio as difíceis tratativas para negociação de renovação contratual de Gerson, chegou a chamar o pai do jogador de “Atleta Marcão”, alegando que o empresário gostava de “aparecer”.

Pouco depois Marcão voltou a irritar a diretoria rubro-negra ao apresentar a proposta do Zenit para deixar o clube. Inflexível, o Flamengo só aceitou negociar o meio-campista com o pagamento integral e à vista da multa rescisória, orçada na época em 25 milhões de euros (mais de R$ 150 milhões). A saída logo após a renovação de contrato irritou tanto a diretoria rubro-negra que basicamente “fechou as portas” para um retorno de Gerson ao clube.

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