A segunda audiência de custódia de Hytalo Santos e Israel Nata, o Euro, foi marcada por um momento de forte tensão quando a defesa dos influenciadores levou ao processo uma declaração polêmica de Felca sobre a forma sexual que enxergava a personagem infantil Mônica, da Turma da Mônica. Realizada em novembro de 2025, na 2ª Vara Mista de Bayeux, na Paraíba, a sessão teve embates constantes, interrupções e tentativas de colocar em xeque a credibilidade do influenciador, que respondeu aos questionamentos de forma calma e comedida.
Com o avanço da audiência, a defesa passou a pressionar Felca de maneira mais direta, levantando dúvidas sobre sua conduta pessoal fora do caso. Mesmo diante do clima tenso, o influenciador manteve um tom controlado e respondeu às perguntas sem elevar o nível do confronto.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Felca em depoimento durante audiência de Hytalo Santos e EuroFoto: Reprodução Hytalo Santos e Euro durante audiênciaFoto: Reprodução Hytalo Santos, Euro e Felca durante audiênciaFoto: Reprodução
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Logo no início dessa fase, o promotor de Justiça Dennys Carneiro interveio para lembrar que as perguntas deveriam seguir o Código de Processo Penal. Houve novo embate quando o juiz explicou que, na Justiça da Infância e Juventude, o CPP é aplicado de forma subsidiária, posição que foi contestada pelo Ministério Público.
O advogado Sean Abib foi um dos mais incisivos e chegou a citar um vídeo pessoal de Felca para tentar confrontá-lo. Em um dos momentos mais delicados da audiência, ele fez o seguinte questionamento:
“Num vídeo transmitido recentemente, o senhor mantém um diálogo com uma outra influenciadora que interpreta a Mônica, da Turma da Mônica. No vídeo, o senhor afirma ter se excitado com as imitações infantis dela a ponto de ter ‘gozado’. Como avalia sua própria conduta no contexto que estamos discutindo?”
A pergunta provocou reação imediata. O promotor Dennys Carneiro pediu o indeferimento por considerar que se tratava de uma questão pessoal e fora do foco do processo, pedido que foi acolhido pelo juiz. Mesmo diante da situação delicada, Felca manteve uma postura discreta e não reagiu de forma exaltada.
Além de Sean Abib, a defesa contou com Felipe Cassimiro e outros quatro advogados, que insistiram em questionar a credibilidade do depoimento e a origem das informações apresentadas no vídeo “Adultização”.
Em diversos momentos, o promotor reforçou que “nesse processo não se julga Felca, e sim o senhor Hytalo Santos e Israel Nata”. Já os advogados do influenciador também intervieram para barrar perguntas consideradas fora do escopo da ação.
Questionado se se considerava um investigador profissional, Felca respondeu de forma direta: “Não, não me considero um investigador profissional. Não tenho isso como atuação”. Sobre o método de apuração, explicou: “Pesquisas do que já era público, levantamento de vídeos que já estavam na internet e uma busca por conteúdos que já eram públicos a um tempo considerável”.






