15 janeiro 2026

Inundação em cruzeiro em alto-mar alaga cabines e causa pânico entre passageiros: “Terror”

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Uma viagem de lazer acabou se transformando em uma experiência traumática para uma família de Pernambuco que estava em um cruzeiro marítimo. Durante a navegação em alto-mar, a cabine ocupada pelos passageiros foi tomada pela água, situação que eles descreveram como um verdadeiro “momento de terror”. O problema ocorreu no décimo pavimento do navio, enquanto a embarcação seguia entre Búzios, no litoral do Rio de Janeiro, e Salvador, na Bahia. As informações são do G1.

O episódio foi registrado na manhã de segunda-feira (12/1), em um cruzeiro operado pela MSC Cruzeiros. Em entrevista ao g1, o economista Marcelo Barros relatou que viajava acompanhado da esposa, dos dois filhos e da sogra, e que, diante da quantidade de água, a família chegou a temer pelo naufrágio do navio.

“Foi realmente momento de terror, porque a água começou a entrar pelas cabines e os corredores já estavam repletos de água. Por volta de 7h45, os camareiros bateram na porta dizendo que era fogo, inicialmente, porque não se sabia se tinha sido um curto-circuito. O que se imaginava é que, com a gente, no décimo andar, se a água estava entrando pelos corredores, os andares de baixo já estavam submersos”, contou. ao g1.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Água começou a entrar pelas cabines e os corredores do cruzeiro, diz pernambucanoFoto: Reprodução Cruzeiro Cruzeiro

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Vídeos encaminhados ao g1 mostram corredores completamente alagados. Segundo Marcelo, aproximadamente 40 cabines foram afetadas, atingindo passageiros de diferentes idades. Conforme informado pela tripulação aos viajantes, o vazamento teria sido causado pelo rompimento de um cano de água pressurizada no interior da embarcação.

Durante a situação, ainda de acordo com o passageiro, as pessoas que estavam nas cabines atingidas foram direcionadas a um bar localizado no oitavo andar, enquanto funcionários tentavam conter o vazamento e realizar a limpeza dos quartos.

Marcelo afirmou que conseguiu uma acomodação temporária pelo fato de estar com a sogra, que faz uso de cadeira de rodas em razão de um problema no joelho. A maioria dos demais passageiros, porém, não recebeu a mesma solução.

“Nos levaram para um um bar no oitavo andar. Praticamente ninguém deu explicação de nada, não houve nenhum tipo de assistência. Basicamente, serviram água e bebida e a gente ficou sem informação nenhuma. Eu, como estou com uma pessoa em cadeira de roda, consegui um quarto, mas a maior parte das pessoas não conseguiu”, disse.

Conforme o relato, após passarem o dia fora das cabines, diversos passageiros foram avisados de que precisariam retornar aos quartos originais, mesmo com a umidade persistente, devido à falta de acomodações disponíveis no navio.

“Ficaram nesse bar praticamente o dia inteiro e à noite a informação que chegou é que não era possível fazer nada, não tinha cabine disponível, eles teriam que retornar para as cabines molhadas, úmidas”, disse.

Prejuízo material
Além do susto, Marcelo afirmou que houve perdas financeiras e criticou a forma como a situação foi conduzida pela empresa. Ele relatou danos a celulares, bagagens, roupas, calçados e outros pertences pessoais.

“O revoltante dessa história toda é que é um cruzeiro, um sonho, aquela coisa toda, mas os momentos de terror que a gente passou foram terríveis. E o apoio foi muito precário (…) Perdi dois celulares que caíram na água, teve várias pessoas que tiveram malas danificadas sacolas, roupas, sapatos, chinelos, óculos, enfim, vários objetos pessoais também que se perderam porque o volume de água foi muito grande”, disse.

Segundo o economista, a orientação da MSC foi para que os passageiros entrassem em contato com a sede da companhia em São Paulo por e-mail. A empresa teria oferecido uma compensação no valor de US$ 150.

Após o desembarque em Salvador, Marcelo informou que buscou a Capitania dos Portos, que teria comunicado a realização de uma vistoria quando o navio atracar em Maceió.

“Ele [o comandante] disse que pediu explicação ao comandante do navio. Foi passado um relatório, eu não sei exatamente o teor, e ele disse que em Maceió a equipe da Capitania dos Portos está aguardando o navio chegar para fazer uma inspeção mais detalhada no navio”, informou.

A viagem teve início em 7 de janeiro, partindo de Maceió, com escalas em Santos (SP), Búzios (RJ) e Salvador (BA). A previsão é de que o cruzeiro retorne à capital alagoana nesta quarta-feira (14).

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