A neta de Manoel Carlos, Sofia Frank, prestou uma homenagem ao autor, que morreu no último sábado (10/1). Ela compartilhou registros da infância ao lado do avô e relembrou momentos marcantes da convivência entre os dois. Ainda abalada, ela destacou a importância dele não apenas em sua trajetória pessoal, como também na história de tantos brasileiros. Na despedida, ela também recordou um conselho, dado em tom de “bronca”, que jamais esqueceu.
“Eu ainda não sei o que dizer sobre a morte do vovô Maneco (ou vovô Marreco, como eu o chamava quando era criança). É impossível explicar de forma coesa tudo o que ele representa para mim. Ele escreveu quem eu sou. O meu mundo inteiro é visto e vivido a partir da maneira como ele escreveu. Vi muita gente dizendo que ele era o avô de todo noveleiro, e fico muito feliz de ter podido dividir, ainda que um pouquinho, desse imenso privilégio que foi ser sua neta”, escreveu.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Manoel Carlos e Neta – Reprodução: Instagram @sofiafrank Manoel Carlos e Neta – Reprodução: Instagram @sofiafrank Manoel Carlos e Neta – Reprodução: Instagram @sofiafrank Manoel Carlos e Neta – Reprodução: Instagram @sofiafrank
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Em outro trecho, Sofia falou sobre o legado afetivo deixado pelo autor. “As histórias, tanto das novelas quanto das anedotas, vão deixar um vazio irreparável. As tiradas, o humor, o olhar dele. Ele dizia: ‘Sofia, você é fotogênica, e isso resolve metade dos problemas da vida’. Dizia também que eu seria uma boa Ofélia, uma boa Anita. Quando criança, queria ir a todas as reuniões das novelas com as colaboradoras. Meu avô me pedia para cantar Maysa, e com oito anos eu ia lá e cantava ‘Meu Mundo Caiu’. Eu amava tudo naquele mundo porque era o mundo dele”, relembrou.
A jovem também contou um episódio marcante da adolescência. “Numa fase meio imprudente, postei uma foto com um copo de vodca. Ele me respondeu por e-mail. O assunto era: ‘Pense bem nisso’. No corpo do texto, escreveu: ‘Sofia, uma menina que se respeite não posa nem com um copo de leite’”. Em tom de saudade, completou: “Sinto falta de cada café na Argumento, de cada tarde ouvindo a rádio de música clássica da NET com ele na sala. Ele trabalhando no escritório, porta aberta, enquanto eu cochilava no sofá, ao som dele escrevendo. O Leblon sem ele parece vazio. É impossível imaginar um mundo pós-vovô Maneco, mesmo já vivendo nele”.






