Marcus Majella falou sobre a carga emocional envolvida em “Agentes Muito Especiais”, filme que estreia nos cinemas e nasceu a partir de uma ideia desenvolvida ao lado de Paulo Gustavo. Em entrevista ao Gshow, o ator destacou que o projeto vai além da comédia policial e carrega elementos pessoais ligados à amizade com o humorista, morto em 2021, aos 42 anos, em decorrência de complicações da Covid-19.
Ao comentar o significado do longa, Majella afirmou: “Esse filme mexe muito comigo. Em alguns momentos sinto a ausência do Paulo e penso como gostaria que ele estivesse aqui para viver esse sonho ao meu lado. Ao mesmo tempo, existe um grande orgulho, porque conseguimos realizar algo que era muito importante para ele”.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Marcus MajellaReprodução Paulo GustavoDivulgação/Fabio Bartelt
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O ator explicou que a concepção do projeto partiu de um desejo antigo do amigo. “Esse projeto nasceu de um desejo verdadeiro do Paulo. Ele estava encantado com a ideia de misturar ação e comédia. Tenho certeza que ficaria emocionado ao ver o resultado. Há muito dele nesse filme — ideias, escolhas e sonhos que construímos juntos ao longo dos anos. Não tem como não se emocionar”, disse.
Após a morte de Paulo Gustavo, Majella revelou que chegou a cogitar não seguir adiante com o filme. Segundo ele, a decisão foi revista após um pedido de Déa Lúcia, mãe do humorista e inspiração para a personagem Dona Hermínia. “Estava decidido a não fazer, mas pedido de mãe não dá para negar. Ainda mais essa mãe sendo a dona Dea. Deu medo sim, mas achei importante fazer essa homenagem”, explicou.
“Agentes Muito Especiais” acompanha a trajetória dos policiais Jeff, interpretado por Majella, e Johnny, vivido por Pedroca Monteiro. Os dois tentam ingressar na unidade de elite da polícia do Rio de Janeiro e, logo na primeira missão, se infiltram em um evento onde encontram Onça, personagem de Dira Paes, uma estilista que esconde uma vida ligada ao crime.
Sobre a experiência de contracenar com Dira, o ator comentou: “A Dira é uma atriz deslumbrante e eu estava o tempo inteiro com um frio na barriga e ao mesmo tempo emocionado em estar contracenando com ela”.
Majella também destacou a parceria com Pedroca Monteiro, com quem divide cena em outros trabalhos: “Por termos tanta intimidade, aí que mora o perigo, a concentração tinha que ser redobrada, porque era um pulo para cairmos na gargalhada. Sorte nossa que o diretor Pedro Antônio também entrava no clima. Quando a risada chega ao set, é sinal de bênção. Também temos que respeitar”.
Além da comédia, o ator ressaltou a preparação física para o papel. Ele contou que teve aulas de tiro e defesa pessoal e participou ativamente das sequências de ação. “Fiz 95% delas, mas ainda não sou um Tom Cruise”, afirmou, em referência ao ator conhecido por realizar cenas perigosas sem dublês.
Ao final da conversa, Majella relembrou um episódio que ilustra a criatividade de Paulo Gustavo: “Ele sempre foi um cara cheio de ideias. Um dia me ligou às 3 horas da manhã dizendo que queria interpretar a Xuxa no teatro. Passamos horas ao telefone! Eu seria sua paquera. Ele era tão doido, que ligou para a Rainha dos Baixinhos para pedir a nave. Juro! Ele estava disposto a fazer a peça acontecer. Encontrei com a Xuxa há pouco tempo, relembramos essa e outras histórias, rimos muito e também nos emocionamos”.






