A Groenlândia agradeceu, neste domingo (18), às nações europeias pelo apoio mantido à ilha do Ártico, apesar das ameaças de tarifas punitivas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano defende a anexação do território, que é governado pela Dinamarca.
França, Alemanha, Reino Unido e outros países europeus enviaram, ao longo da última semana, pequenos contingentes militares à Groenlândia, a pedido do governo dinamarquês. A medida provocou reação de Trump, que ameaçou impor tarifas comerciais a oito aliados europeus até que os Estados Unidos tenham permissão para comprar a ilha.
No sábado (17), líderes europeus alertaram para o risco de uma “perigosa espiral descendente” diante da escalada tarifária anunciada por Washington. Mesmo assim, reforçaram o compromisso com a Groenlândia e com a soberania da Dinamarca sobre o território.
Diante do agravamento da crise, os embaixadores dos 27 países da União Europeia se reúnem neste domingo para discutir uma resposta conjunta às ameaças dos Estados Unidos.
Em nota oficial, a ministra do gabinete da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, responsável pelas áreas de negócios, energia e minerais, destacou a postura europeia. “Vivemos em tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”, afirmou.
Trump argumenta que a Groenlândia é estratégica para a segurança dos Estados Unidos, tanto por sua localização geográfica quanto por suas reservas minerais. O presidente norte-americano não descartou o uso da força para assumir o controle da ilha, o que elevou o nível de preocupação na Europa diante da possibilidade de um confronto direto entre países membros da Otan.







