Uma pergunta sobre Billal Brahimi foi suficiente para mudar completamente o tom da noite na Vila Belmiro. Após o empate por 1 a 1 entre Santos e Corinthians, pela quarta rodada do Campeonato Paulista, o diretor de futebol Alexandre Mattos se exaltou durante a entrevista coletiva e protagonizou uma discussão com um jornalista ao ser questionado sobre a situação do atacante.
Mattos acompanhava a coletiva do técnico Juan Pablo Vojvoda quando pediu a palavra ao fim das respostas do treinador. Em um primeiro momento, adotou postura institucional e falou sobre o processo de reconstrução do clube, a política de gestão e o trabalho realizado pelo departamento de futebol na formação do elenco.
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Veja as fotosAbrir em tela cheia Billal BrahimiReprodução/Santos Billal BrahimiReprodução/Santos Billal Brahimi durante treino no SantosReprodução/Santos
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Encerrado o pronunciamento, jornalistas perguntaram se poderiam direcionar questões ao dirigente. Um dos profissionais levantou o tema envolvendo Billal Brahimi, atacante que, de acordo com a coluna de Lucas Musetti, no UOL, recebe quase R$ 1 milhão por mês e não tem sido sequer relacionado para as partidas.
A reação de Alexandre Mattos foi imediata. O dirigente classificou a pergunta como “indelicada”, “antiética” e “irresponsável” e afirmou: “Acho uma indelicadeza, uma falta ética e de respeito falar de salários. Ninguém fala de salários e não queremos saber”. A partir daí, o clima na sala de imprensa mudou.
Com tentativas de intervenção por parte do jornalista, Mattos elevou o tom, passou a direcionar ataques pessoais e decidiu encerrar sua participação de forma repentina. Ao se despedir, declarou: “Esse cidadão é, realmente, um desequilibrado. Muito obrigado a todos, me desculpe, porque temos um mal-educado aqui”.
Antes do episódio, o diretor havia defendido suas decisões à frente do futebol santista, reconhecendo que o momento do clube envolve ajustes e erros no processo de reorganização.
Em sua fala, afirmou: “Claro que nem tudo vai ser acertado. Algumas contratações e decisões não vão acontecer de maneira correta. E isso é normal em um clube que vem se organizando para chegar naquela organização que vai errar cada vez menos. Então, acho que o Santos está no caminho e as coisas vão acontecer mesmo com muita dificuldade”.
Enquanto a discussão tomava conta da coletiva, dentro de campo o Santos buscava evitar um revés no clássico. O empate veio nos acréscimos, com gol de Gabigol. Com o resultado, o time chegou a cinco pontos no Paulistão, com dois empates, uma vitória e uma derrota, ocupando a oitava colocação na tabela após quatro rodadas.






