O São Paulo prepara uma proposta para apresentar aos jogadores com o objetivo de encerrar pendências financeiras relacionadas a direitos de imagem. A iniciativa parte da nova gestão, comandada pelo presidente Harry Massis, que pretende negociar um acordo para quitar valores acumulados e estabelecer a regularização dos próximos pagamentos.
Nos últimos anos, diante de dificuldades financeiras, o clube adotou a prática de manter um ou dois meses de direitos de imagem em aberto, com anuência do elenco. A atual diretoria, porém, busca alterar esse modelo. A intenção é resolver os débitos existentes e evitar novos atrasos, mesmo reconhecendo o cenário econômico adverso.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Rubens Chiri/São Paulo Plantel do Ibrachina FC posa para foto após a vitória diante do Palmeiras na Copinha; clube enfrenta o São Paulo, pela semifinalFoto: Reprodução/Instagram: @ibrachinafc Morumbis, o estádio do São PauloMorumbis, o estádio do São Paulo, é palco do confronto contra o Flamengo. Reprodução/SPFC
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O contexto interno do clube foi citado publicamente pelo técnico Hernán Crespo, que abordou os impactos da instabilidade fora de campo sobre o grupo de jogadores. “Não pode pensar que o que está acontecendo fora não tem impacto dentro do time”, afirmou.
Em seguida, o treinador detalhou o momento vivido pelo elenco: “Estamos falando de pessoas que há meses não ganham salário, trocou presidente, não tem CEO. Não tocaram no grupo, nos jogadores”.
Crespo também destacou a postura do elenco diante das dificuldades. “Eles estão fazendo o melhor possível. Grupo bom, boas pessoas, que estão fazendo o máximo, que tranquilamente poderiam falar que, já que você não está me pagando há meses, vou embora”, disse.
Para o treinador, o comprometimento passa pela compreensão do cenário institucional. “O grupo está fechado e sabe que o São Paulo está passando pelo pior momento da sua história”, completou.
A crise financeira também tem reflexos diretos no planejamento esportivo. O São Paulo enfrenta obstáculos para se reforçar na atual janela de transferências e prioriza negociações de baixo custo, como jogadores em fim de contrato ou empréstimos. Até o momento, o clube acertou a chegada do volante Danielzinho, do zagueiro Dória, do goleiro Carlos Coronel e do lateral-direito Lucas Ramon, que se apresenta em maio, após o término de seu vínculo com o Mirassol.
Sobre o mercado, Harry Massis reconheceu as limitações financeiras do clube e explicou a estratégia adotada. “Nós temos as propostas, como eu já falei outro dia, em andamento. Essas nós vamos manter. Para novas propostas, não temos condição”, declarou.
O presidente também fez um apelo à torcida: “Eles (torcedores) precisam entender a nossa situação e precisam nos apoiar… Agora, contratação é difícil”.
Massis ainda comentou sobre a possibilidade de negociações alternativas. “Se surgir a possibilidade de uma troca, um jogador que esteja disponível com qualidade, isso é importante, com qualidade, aí a gente vai atrás”, afirmou.
Na sequência, reforçou a cautela nas decisões: “Se não, não vale a pena trocar seis por meia dúzia. Vamos confiar nesse pessoal aqui que está aqui, que jogou hoje (na final da Copinha)”.
Enquanto discute a reorganização financeira e busca acordos com o elenco, o São Paulo segue trabalhando para equilibrar as contas e manter a competitividade esportiva dentro das limitações atuais.






