O delegado Bernardo Leal, que havia sido baleado por um tiro de fuzil durante a megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, retornou ao trabalho nesta quarta-feira (28/1), após passar três meses afastado. O agente de segurança teve a perna direita amputada e passou por nove cirurgias, chegando a ficar sete dias em coma.
Sua chegada à Cidade da Polícia, no Rio, foi marcada por homenagens, com um corredor de aplausos e o carinho dos colegas de trabalho. O secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que Leal “é um herói”: “Um herói das polícias, um herói do Rio, e acho que um herói nacional. Mas ele também é um exemplo de ser humano para todos nós. Você é um cara iluminado!”, declarou.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Reprodução Instagram Megaoperação foi deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de JaneiroFoto: José Lucena/TheNews2/Estadão Conteúdo Bope faz aviso após operação no Rio de JaneiroReprodução: Instagram/@BOPE_PMERJ
Voltar
Próximo
Leia Também
Notícias
Delegado baleado em megaoperação no Rio tem perna amputada e segue em estado grave
Notícias
“A vida é feita de escolhas”: pai nega que jovem de 14 anos morto em megaoperação seja vítima
Política
Alexandre de Moraes exige que governo esclareça megaoperação no Rio
Notícias
BOPE reage após megaoperação no Rio e faz alerta: “Ninguém vai parar a gente”
Bernardo foi baleado no meio da operação realizada no dia 28 de outubro. Em um vídeo gravado no momento do ataque e exibido no Fantástico, é possível ver a equipe tentando retirá-lo da área de confronto após o ferimento. Segundo o próprio delegado, ele ficou quase uma hora e meia sob intenso tiroteio até conseguir ser resgatado.
De acordo com os médicos, Leal tinha apenas 3% de chance de sobrevivência ao chegar ao hospital, já que o disparo provocou uma fratura no fêmur, que resultou no rompimento da artéria e da veia femoral, causando uma hemorragia grave. Ele recebeu 30 bolsas de sangue e passou por nove cirurgias, ficando sete dos 47 dias de internação em coma.
Após a alta, Bernardo deu início ao processo de reabilitação e adaptação à prótese, custeada pelo governo do estado. O delegado afirmou que pretende continuar atuando na função, mas que não irá mais participar de operações nas ruas.






