30 janeiro 2026

Nipah: Aeroportos instalam câmeras térmicas para evitar disseminação de vírus letal

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A Indonésia instalou câmeras térmicas em cinco aeroportos do país, dentre eles, o de Bali, segundo a Reuters. A medida de segurança aconteceu após a índia registrar um surto do microrganismo no estado de Bengala Ocidental. O vírus Nipah circula principalmente entre morcegos do gênero Pteropus que se alimentam de frutas, mas pode ser transmitido a outros animais como porcos, e a humanos através de alimentos contaminados ou diretamente entre as pessoas.

Os principais sintomas da infecção é a febre que pode ser detectada por meio de câmeras térmicas, por isso das instalações em aeroportos. Outros sinais de alerta é a dor de cabeça e muscular, vômito, dor de garganta, tontura, sonolência, consciência alterada e sinais neurológicos.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Aeroportos da Indonésia instalam câmeras térmicas para detectar vírus NipahReprodução conteudoms.com O Nipah (NiV) tem como principal reservatório natural morcegos frugívoros do gênero Pteropus.Foto: brydyak/Freepik Homem doenteFreepik

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Algumas pessoas podem ter pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo desconforto respiratório agudo. A encefalite [inflamação do cérebro] e as convulsões acontecem em casos graves, evoluindo para o coma dentro de 24 a 48 horas que pode chegar à morte por causa das sequelas neurológicas graves.

O tratamento envolve cuidados intensivos de suporte para tratar a respiração grave e complicações neurológicas. Não existe medicamento ou vacina específicos.

Outros países que anunciaram o endurecimento dos protocolos de segurança em saúde foram a Tailândia, Nepal e Taiwan. A ideia é não permitir a entrada do vírus, considerado prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por causa do alto potencial epidêmico e à elevada taxa de letalidade.

O Ministério da Saúde Pública da Tailândia, reforçou a triagem sanitária nos principais aeroportos para passageiros que chegam de Bengala Ocidental. Nos terminais de Suvarnabhumi, Don Mueang e Phuket, viajantes estão sendo controlados em relação à presença de febre e de sintomas associados ao vírus. Também estão recebendo cartões de alerta com direcionamentos a respeito de como proceder em caso de adoecimento.

As autoridades também intensificaram a limpeza e a preparação para o controle de doenças no Aeroporto Internacional de Phuket. A companhia aérea indiana IndiGo opera um voo direto, todos os dias, entre o aeroporto internacional de Kolkata, em Bengala Ocidental, e Phuket.

No Nepal, o governo aumentou o nível de alerta e reforçou os controles de saúde no Aeroporto Internacional Tribhuvan, em Katmandu, e dos principais pontos de travessia terrestre com a Índia. Postos de saúde foram instalados para triagem de sintomas, e hospitais e unidades sanitárias nas fronteiras receberam orientação para notificar e tratar casos suspeitos. Autoridades enfatizaram o desafio imposto pelas fronteiras abertas e pelo forte fluxo diário de pessoas vindas de Bengala Ocidental.

E em Taiwan, autoridades de saúde estudam classificar a infecção pelo vírus Nipah como uma doença de notificação obrigatória de Categoria 5, considerado o nível mais alto para infecções emergentes graves segundo a legislação do país. A ideia ainda vai passar por consulta pública de 60 dias antes de entrar em vigor.

Origem do vírus
Em 1999, foi a primeira vez que o vírus Nipah foi reconhecido. Na época, aconteceu um surto entre fazendeiros de porco na Malásia. A partir daí, houve casos em Bangladesh, Índia, Malásia, Filipinas e Singapura. A contaminação aconteceu pelo consumo de porcos doentes.

Em surtos em Bangladesh e na Índia, o consumo de frutas ou produtos de frutas contaminados com urina ou saliva dos morcegos foi considerado a fonte mais provável de infecção.

Os morcegos hospedeiros do vírus são encontrados em toda a Ásia e no Pacífico Sul, incluindo Camboja, Gana, Indonésia, Madagascar, Filipinas, Tailândia e na Austrália.

Transmissão
A transmissão entre humanos foi relatada entre familiares e cuidadores de pacientes contaminados através do contato próximo com as secreções e excreções dos pacientes. No surto indiano de 2001, 75% dos casos aconteceram entre funcionários ou visitantes de um hospital.

De 2001 a 2008, metade dos casos relatados em Bangladesh foram por causa da transmissão de humano para humano por meio da prestação de cuidados a pacientes infectados.

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