31 janeiro 2026

“Não importa o que eu passe, sempre vou me reerguer”, diz Paris Hilton sobre novo filme biográfico

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Luzes, câmera, ação: bastava ter câmeras por perto para Paris Hilton entrar na personagem que inventou para si mesma, uma celebridade “loira e burra” que só sabia festejar. Após anos de ter a vida contada pela mídia, ela decidiu revelar não só sua verdadeira voz, como ser a pessoa responsável por divulgar sua verdadeira história. Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias, Paris foi franca sobre seus maiores medos nas décadas de fama, além de traumas que enfrentou com ajuda da música.

Conhecida como a influenciadora original, antes mesmo do termo ser usado mundialmente, a empresária embarca em uma caminhada de segurança e controle das próprias decisões, mostrados no seu mais novo filme autobiográfico: “Infinite Icon: a visual memoir” ou “Ícone Infinito: uma memória visual”, já disponível nos cinemas.

Esta é a terceira obra que a cantora criou falando sobre sua vida; a primeira, “This is Paris”, em 2020, levou ao público relatos intensos de traumas e abusos vividos dentro de internatos americanos. Paris também detalhou a luta interna para mostrar mais de si mesma, e menos da personagem que ela admitiu ter criado para o reality “The Simple Life”, lançado em 2004, e estrelado junto com Nicole Richie.

Veja as fotosAbrir em tela cheia @NinoMunoz ADHD – Palladium Performance (Divulgação) Paris HiltonReprodução / YouTube: BBC Mansão de praia de Paris Hilton, que foi consumida pelo incêndio em Los Angeles, valia cerca de R$ 51 milhõesReprodução Instagram Paris Hilton tem 43 anosReprodução: Instagram Socialite americana em foto recenteReprodução: Instagram Leo Dias Reprodução Instagram/ montagem

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De lá para cá, a estrela escreveu “Paris Hilton: a biografia”, lançada em 2023, voltou à música com o seu segundo álbum, “Infinite Icon”, em 2024, produzido por ninguém menos que Sia, e reuniu mais memórias nunca antes exibidas, que planejava mostrar no documentário homônimo ao CD. Mas, logo no começo das gravações, um baque: o trailer que continha todo esse verdadeiro arquivo vivo da artista sofreu uma explosão e nada pôde ser salvo.

Este veículo questionou à influenciadora se, ao fim do projeto, ela sentiu que conseguiu honrar aquilo que perdeu:

“Sim, com certeza. Foi devastador, porque tinha ressuscitado tantas memórias em mim que eram irreparáveis, tantas fotos, vídeos e coisas que eu nunca poderei substituir. Mas, nesse filme, é possível ver que não importa o que eu passei ou vou passar, eu sempre vou me reerguer, sempre vou conseguir passar por isso, não importa o que aconteça na vida”.

Segundo a herdeira dos hotéis Hilton, que criou seu próprio império em frente às câmeras entrando e saindo de um personagem, existe um grande desafio em mostrar suas fragilidades, mas a recompensa por isso é gigantesca: “É sempre assustador ser real e vulnerável, mas é incrível o quão libertador isso pode ser. Ter a possibilidade de capturar isso no filme, de uma forma tão impactante, é a melhor coisa que poderia acontecer, e mal posso esperar para que todos possam ver isso”.

“A música salvou minha vida”
A afirmação pode parecer simples, mas, para Paris, está recheada de camadas. A cantora descreve em seu novo filme que as boates e clubes eram seu local de conforto, desde a adolescência, passando pela época de jovem adulta e até os dias de hoje. Foi explorado seu lado musical que ela encontrou sua versão mais livre, com menos preocupações; e é essa a intenção da artista ao subir ao palco: transmitir a mesma sensação para seus fãs.

“Todo o meu filme, meu álbum, minhas performances, tudo isso tem sido uma forma de curar minha criança interior. E eu sei que muitos dos meus fãs, tantas pessoas ao redor do mundo passaram pelas mesmas experiências traumáticas que eu”, descreveu.

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No filme, dirigido por Bruce Robertson e J.J. Duncan, Paris desabafa sobre como é difícil tentar se distrair da opinião dos outros em meio a toda sua luta ao lado de sobreviventes de internatos.

Segundo relatos da própria artista, alguns dos abusos físicos e psicológicos eram: ser trancada em “celas solitárias”, como de uma prisão, enquanto estava pelada; subir montanhas com 90 kg nas costas, para “aprender uma lição”; apanhar na frente de outros estudantes após desobedecer alguma regra criada ou tentar fugir do local, para “servir de exemplo”. Tudo isso enquanto era uma adolescente.

Além disso, como dito por ela em “This is Paris”, os anos condicionados a um ambiente tão tóxico criaram nela uma sensação de que o amor deveria se comportar da mesma forma. Com apenas 19 anos, ela teve um vídeo íntimo divulgado por um ex-namorado da época, o que fez a mídia se tornar ainda mais intensa e desrespeitosa com ela. Diante de tudo o que já sofreu, Hilton deixou uma mensagem clara:

“Eu sei como é se sentir sozinha e mal interpretada ou julgada. Espero que quando as pessoas assistam esse filme, elas possam perceber que é possível recuperar sua própria narrativa e felicidade, não importa o que aconteça na vida. No final, é ṕossível ser muito feliz”.

Ao longo deste final de semana, o portal LeoDias divulga mais da entrevista com Paris Hilton sobre seu novo filme, “Infinite Icon: a visual memoir”, já disponível no Brasil.

*Colaboração na produção da entrevista com Eduardo Reis

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