Mileide Mihaile roubou a cena no primeiro ensaio técnico da Unidos da Tijuca, na Sapucaí, ao surgir com uma fantasia pra lá de impactante. Em homenagem a Carolina Maria de Jesus, nome celebrado no enredo da escola, a influenciadora apostou em um traje confeccionado com cerca de 200 páginas de livros antigos que seriam descartados, e que levou dois meses para ficar pronto, marcado por muito significado.
Mais do que estética, a fantasia carrega um forte viés. Para Mileide, o figurino representa um ato contra o racismo e a opressão, além de reverenciar a trajetória da escritora, transformando páginas esquecidas em um símbolo de resistência: “Mesmo sabendo que não é o meu lugar de fala, acredito que lutar contra o racismo e qualquer tipo de opressão não deve ser responsabilidade apenas de quem sofre na pele”.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Mileide Mihaile é Rainha de Bateria da Unidos da TijucaFoto/Divulgação Mileide Mihaile é Rainha de Bateria da Unidos da TijucaFoto/Divulgação Mileide Mihaile é Rainha de Bateria da Unidos da TijucaFoto/Divulgação Mileide Mihaile é Rainha de Bateria da Unidos da TijucaFoto/Divulgação Mileide Mihaile é Rainha de Bateria da Unidos da TijucaFoto/Divulgação
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“Escolhi me posicionar porque é fundamental reconhecer, valorizar e respeitar a história, a arte e a importância do povo preto. Precisamos reverenciar o legado de Carolina Maria de Jesus, uma mulher que abriu caminhos e deixou marcas profundas. Graças a ela e a tantas outras como ela, hoje muitas mulheres conquistaram espaço, visibilidade e voz”, declarou a Rainha de Bateria.
Segundo Mileide, ao fazer a lição de casa e se aprofundar na trajetória de Carolina, foi possível compreender a dimensão das dificuldades enfrentadas pela escritora e, ainda assim, a firmeza com que ela nunca abriu mão de lutar pelos direitos do povo negro: “Sua história deixou uma herança incalculável, que hoje temos a honra de exaltar e apresentar ao mundo”.
O resultado foi um figurino potente feito artesanalmente com 200 páginas de livros que seriam descartados. Desenvolvida ao longo de dois meses, a fantasia vai além da estética e propõe uma reflexão sobre memória, apagamento histórico e a força da palavra. Aliás, as borboletas simbolizam a transformação da autora, que fez da própria dor resistência e literatura.






