5 fevereiro 2026

Lenda do jiu-jitsu, Kyra Gracie denuncia assédio no esporte: “Não posso mais ficar calada”

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A octacampeã mundial de jiu-jitsu Kyra Gracie se pronunciou sobre o aumento de casos públicos de assédio no esporte. Em um vídeo publicado nesta terça-feira (4/2), a ex-atleta relembrou episódios que testemunhou e vivenciou nos anos dedicados à arte marcial. O relato veio à tona após André Galvão, outra lenda brasileira da modalidade, ser denunciado por assédio por uma aluna, nos Estados Unidos.

No relato, a esposa de Malvino Salvador afirma ter ficado calada sobre o que viveu durante o anos em que se dedicou ao cenário competitivo do esporte. “Eu resolvi que não posso mais ficar calada. E isso foi libertador para mim”, ressaltou, antes de relembrar uma frase que escutou: ‘Imagina você peladinha dentro do meu kimono keiko’. Um senhor de idade falando isso para uma menina”.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Kyra e Malvino Salvador são pais de Ayra, Kyara e Rayan. Ela tem ainda Sofia, de uma relação anterior.Reprodução/@kyragracie Malvino Salvador e Kyra GracieReprodução/Instagram/@kyragracie Kyra GracieLeoDias TV

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“E essa menina era eu, com 18 ou 19 anos. Ele veio dizendo que queria me patrocinar, e eu congelei. Quando ele estava nos eventos, eu me escondia. Ele errou, e eu me calei. Guardei isso até agora porque o ambiente silencia as mulheres”, acrescentou Kyra, que contou que o assediador segue na ativa e patrocinando outros nomes do jiu-jitsu.

A lenda do esporte afirmou que, no imaginário de outros praticantes, ela estaria livre de situações constrangedoras ou mesmo criminosas por ser parte da família Gracie, percursora da modalidade no país: “O que acontece nos bastidores do jiu-jitsu não é uma exceção. É um problema do sistema todo. Faz parte da cultura do jiu-jitsu. Testemunhei centenas de casos, e por muito tempo tive medo de falar”.

“Sei que vou ser criticada por só falar agora, mas o silêncio só protege os agressores. E a cada dia vão surgindo mais denúncias de assédio contra professores e nomes renomados do meio da luta. Claro que todos os casos devem ser apurados pela Justiça, mas eu quero falar que esse tipo de denúncia não me pegam de surpresa. Quem viveu esse meio sabe que situações assim são tratadas com normalidade”.

Na última segunda-feira (2/2), o lutador de jiu-jitsu André Galvão, líder da equipe Atos, de San Diego, EUA, foi acusado de assédio sexual por uma jovem aluna e lutadora de 18 anos. De acordo com Alexa Herse, o faixa preta a tocou de forma inapropriada durante os treinos, além de fazer comentários sobre seu corpo e aparência: “Durante os treinos, ele me separava do parceiro de treino que eu havia escolhido, mandava meu parceiro treinar com outra pessoa e me obrigava a treinar com ele. Ele gemia de forma sexual no meu ouvido enquanto estava em cima de mim. E em outra ocasião, quando sua cabeça estava muito perto da minha, ele lambeu minha orelha”.

Em nota, Galvão negou as acusações. Ele afirmou que o relato foi ocorrido em função de vingança após saídas recentes da equipe e prometeu tomar medidas judiciais.

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