9 de julho de 2026

Alvo de ataques, porteiro diz não se arrepender de denunciar caso do cão Orelha

Alvo de ataques, porteiro diz não se arrepender de denunciar caso do cão Orelha
Alvo de ataques, porteiro diz não se arrepender de denunciar caso do cão Orelha

O porteiro que ajudou a esclarecer a morte do cão Orelha falou com exclusividade ao portal LeoDias. O vigilante explicou que não presenciou as agressões contra o animal, mas alertou outros colegas sobre a situação. Ainda assim, acabou virando alvo de ataques. Apesar disso, o funcionário destacou que não se arrepende de ter se posicionado, já que foi a partir de sua atitude que o caso ganhou repercussão.

O porteiro iniciou seu relato afirmando que sua atuação se limitou a identificar o grupo de adolescentes envolvidos em confusão no bairro onde trabalhava: “Sou o porteiro que identificou adolescentes fazendo arruaça no bairro da Praia Brava”, iniciou. “Presenciei vandalismo, ofensas e humilhações direcionadas a mim, com ataques pessoais que me marcaram profundamente”, desabafou.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Porteiro que ajudou a esclarecer a morte do cão OrelhaFoto/Portal LeoDias Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Crédito: Reprodução Instagram @julinhocasares Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Reprodução: Instagram/@julinhocasares Cachorro Orelha foi vítima de agressões e morreu em Florianópolis (SC)Crédito: Reprodução Instagram @julinhocasares Adolescente acusado pela morte de OrelhaReprodução / Globo Menores envolvidos no caso OrelhaReprodução: Portal LeoDias

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Na sequência, o vigilante reforçou que não agiu além do que considerou ser seu dever: “Ainda assim, fiz apenas o que achei correto: alertei outros vigilantes para que todos ficassem atentos”, afirmou.

O vigilante fez questão de esclarecer que não testemunhou o episódio de violência e, ainda assim, enfrentou sérias consequências: “Quero deixar claro que não presenciei agressões ao cachorro Orelha, nem vi ninguém jogá-lo na água. Mesmo assim, acabei pagando um preço alto por me posicionar. Anos de trabalho e dedicação foram colocados em risco, e hoje sou alvo de julgamentos e ataques nas redes sociais”.

Ele também rebateu as acusações que passaram a circular após o caso ganhar repercussão, afirmando que teve sua integridade questionada de forma injusta: “Criaram mentiras a meu respeito, dizendo que me vendi ou que agi de má-fé, o que não é verdade. Sempre estive do lado do povo e da justiça, desejando que os verdadeiros responsáveis sejam identificados”.

Por fim, o porteiro avaliou o impacto de sua atitude e destacou que, apesar das consequências, acredita que sua manifestação teve um efeito positivo ao mobilizar a sociedade: “Hoje, percebo que valeu a pena um simples porteiro se manifestar, porque foi a partir desse posicionamento que nasceu o movimento Justiça por Orelha”, finalizou.

Orelha foi achado em estado grave na Praia Brava no começo de janeiro. Ele chegou a receber socorro, mas, por causa da gravidade dos ferimentos, não resistiu. A Polícia Civil também apura denúncias de maus-tratos contra outro cão comunitário, chamado Caramelo, que teria sido lançado contra a grade de um condomínio e depois jogado no mar na mesma região.

Até o momento, um adolescente teve o pedido de internação representado pela Polícia Civil de Santa Catarina no caso Orelha, enquanto outros quatro adolescentes foram representados no caso Caramelo.