Thairo Arruda não ocupa mais o cargo de CEO do Botafogo SAF. A saída foi confirmada nesta sexta-feira e ocorre em meio a um período de fortes desentendimentos nos bastidores com o acionista majoritário, John Textor.
Dirigente de confiança escolhido por Textor no início do projeto, em 2022, Thairo foi peça central na estrutura executiva da SAF alvinegra e manteve, por grande parte do tempo, uma relação próxima com o americano. O cenário mudou nas últimas semanas, quando ambos entraram em rota de colisão sobre as condições do aporte financeiro prometido por Textor para encerrar o transfer ban que impede o clube de registrar novos jogadores.
Veja as fotosAbrir em tela cheia John Textor, presidente do LyonReprodução/John Textor, presidente do Lyon (França) O atacante negociou sua chegada ao clube diretamente com o proprietário da SAF, que foi à casa dele de surpresa.Reprodução/John Textor
John Textor junto a taça do Brasileirão de 2024 (Victor Silva/Botafogo)John Textor junto a taça do Brasileirão de 2024 (Victor Silva/Botafogo) John Textor comemorou a vitória do Botafogo sobre o Palmeiras e buscou baixar a tensão com Leila Pereira (Reprodução)John Textor comemorou a vitória do Botafogo sobre o Palmeiras e buscou baixar a tensão com Leila Pereira (Reprodução) John Textor comemorou a vitória do Botafogo sobre o Palmeiras e buscou baixar a tensão com Leila Pereira (Reprodução)
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Em uma mensagem de despedida publicada em seu Instagram, Thairo expressou gratidão a Textor e destacou a importância do Botafogo e de sua torcida acima de quaisquer nomes.
“O projeto segue. O clube é maior do que qualquer pessoa. E a torcida é a alma que move tudo isso. Vocês são a força que empurra, sustenta e faz o clube sobreviver nos momentos mais difíceis. Por isso, deixo um último pedido, do fundo do coração: continuem. Apoiando e acreditando. Empurrando esse time de guerreiros dentro e fora de campo.”
Entenda o que tem acontecido na SAF do Botafogo
Os atritos entre Thairo Arruda e John Textor se intensificaram nas últimas semanas, em meio à crise financeira e esportiva que atinge o Botafogo. O estopim foi o modelo do aporte de cerca de 50 milhões de dólares prometido por Textor para aliviar o caixa e atacar dívidas urgentes, incluindo a que gerou o transfer ban. Thairo passou a contestar as condições desse empréstimo e enxergou risco de aprofundar o quadro de instabilidade do clube.
De acordo com documentos analisados pela SAF, o pacote financeiro envolvia juros considerados muito altos e garantia atrelada à venda de jogadores, o que desagradou o CEO. A operação teria participação de um fundo especializado em comprar ativos endividados, algo que, na visão de Thairo, poderia comprometer ainda mais o futuro da SAF se o cenário não melhorasse no curto prazo. A recusa em assinar nesses termos abriu uma fissura pública com Textor e expôs o racha na cúpula alvinegra.
Enquanto isso, o Botafogo lida com uma série de problemas acumulados, com destaque para o transfer ban imposto pela Fifa por dívida na contratação de Thiago Almada junto ao Atlanta United, que já passa da casa dos 100 milhões de reais. A punição impede o clube de registrar reforços em meio a uma temporada de alta cobrança e alimenta um clima de insegurança interna, com promessas de aportes que ainda não se concretizaram. Nos bastidores, há preocupação com uma “fila” de novas restrições e com o volume total de dívidas projetadas para 2026, o que ajuda a explicar a tensão entre os principais líderes do projeto.






