10 fevereiro 2026

Manobrista responsável pela manutenção de piscina onde professora morreu depõe à polícia em SP

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O funcionário identificado como responsável pelos cuidados com a piscina da academia onde uma professora morreu e quatro foram hospitalizados, após uma aula de natação compareceu à polícia nesta terça-feira (10/2). O homem, que atua como manobrista no local, se apresentou voluntariamente ao 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo.

Ele chegou à delegacia acompanhado por advogados de defesa, com o rosto coberto, e passou a prestar esclarecimentos às autoridades. O inquérito apura as circunstâncias da morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, além da internação de outras quatro pessoas que também utilizaram a piscina no mesmo dia.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Veja o momento em que mulher sai da piscina passando mal horas antes de morrer por intoxicaçãoFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Mulher morre por suspeita de intoxicação após nadar em piscina de academia de SPReprodução/Divulgação Mulher morre por suspeita de intoxicação após nadar em piscina de academia de SPReprodução/Divulgação

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Investigadores trabalham com a hipótese de que o manuseio inadequado de substâncias químicas nas proximidades da área de aula tenha provocado a intoxicação. A suspeita é reforçada pelo fato de o espaço ser fechado e apresentar ventilação limitada, o que pode ter facilitado a dispersão de gases.

Segundo a Polícia Civil, o manobrista acumulava a função de realizar a manutenção da piscina. Pessoas ouvidas durante a investigação relataram que o estabelecimento não contava com um profissional técnico habilitado para supervisionar o tratamento da água.

Gravações obtidas pela TV Globo mostram o funcionário lidando com produtos químicos pouco antes de Juliana e o marido começarem a apresentar sintomas de mal-estar. As autoridades afirmam que ele não possuía autorização nem capacitação adequada para esse tipo de procedimento.

Os proprietários da academia também foram convocados e devem comparecer à delegacia ainda nesta terça-feira para prestar depoimento.

Academia pode perder licença
A Prefeitura de São Paulo informou que deu início ao processo administrativo para cassar a licença de funcionamento do estabelecimento. De acordo com a Subprefeitura da Vila Prudente, a academia foi interditada de forma preventiva após a identificação de irregularidades relacionadas à segurança.

“Consta para o local um Auto de Licença de Funcionamento, mas que está em nome do antigo proprietário do estabelecimento. Considerando que o documento não está vinculado ao CNPJ atual da academia, foi iniciado o procedimento para cassação da licença”, afirmou a prefeitura.

Posicionamento da academia
Por meio das redes sociais, a direção da academia declarou que “lamentou profundamente o ocorrido em sua unidade no último sábado (07/02) e informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que mantém contato direto com alunos e familiares para oferecer todo o suporte necessário”.

Ainda segundo a publicação, a empresa afirmou que está “colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com todas as etapas da investigação em andamento”. Sobre a situação legal do local, a academia declarou possuir Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), registro regular junto ao Conselho Regional de Educação Física (CREF) e alvará da Vigilância Sanitária válido desde 2023.

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